Auto confiança resvalando em absurdos, culpo a idade, que de forma alguma eu queria ou deveria culpar; em reduzidíssimo tempo cometi algumas barbeiragens enquanto conduzia; agora, há pouquinho, enquanto estacionava com destreza e certeza, veio a torpeza; atropelei um andaime de obra disfarçado com tapamento de lona: o vidro traseiro do carrinho explodiu em vidrilhos. Desolado, fui atrás do conserto da patifaria, mas ficarei sem transporte pelos próximos dois dias…(snif)
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Snif…
Posted in Uncategorized on 08/09/2026| 2 Comments »
Medo
Posted in Uncategorized on 07/09/2026| Leave a Comment »
Comecei estas linhas falando no quão assustador está este nosso mundo; mas fiquei deveras assustado e preferi abandonar o tema. Poderia, é claro, desistir de escrever, coisa nada difícil, dada a minha falta de vontade e ausência do bloguinho. Mas, com um esforcinho, lá vou esgadanhando, esgravatando, espremendo, hora o Tico, hora o Teco, tão adormecidos como adormecentes. O calor tem, por certo, algo a ver com esse meu desestimulo. Quem sabe, eu peço ajuda aos sábios da escrita? Da escrita, não da escritura, que para tal a alma eu não sinto pura. . Mas, a quem apelar? Aos desbocados e escabrosos versos de Bocage? Não, não, que não estou para aí virado;
Talvez a Pedro Homem de Mello, meu professor de português: “Os homens correm? – deixá-los ir atrás do seu desejo! E os cavalos, que não vejo? Volta sempre a madrugada, volta sempre tarde ou cedo. O que alonga nossa estrada, é o medo, é o medo”. É então o medo que faz sentido para mim no momento? Não faz sentido, mas faz todo o sentido se pinçarmos de António Ferreira: “É a medo que escrevo, a medo penso/A medo sofro, empreendo e calo/A medo peso os termos quando falo/ A medo me renego, me convenço”.
Perdi afinal o medo, e me despeço…
Reflexões
Posted in Uncategorized on 17/08/2026| Leave a Comment »
Longos foram os anos construindo meu próprio eu, que agora, paulatinamente, vou desconstruindo, em pedacinhos que de mim se vão desprendendo, num processo sem retrocesso. Reflito, e enquanto reflito, eu me agito, aflito, porque a minha pretensão de ser imortal pode, afinal, ser só coisa da minha cabeça. Mas será mesmo? É que eu pretendo usar o novo aeroporto de Lisboa, que talvez esteja pronto lá pelo final deste século, a depender dos bons ofícios dos políticos e burocratas…
Normalidades
Posted in Uncategorized on 14/08/2026| Leave a Comment »

O “normal” da tarde de ontem, definiu-se com os ajuntamentos em todas as elevações, para apreciar, fotografar, deliciar-se com o rei Sol brincando às escondidas com a Lua, num evento que não mais verei na vida que porventura me reste. No entanto, o tal “normal” em mim foi de total anormalidade, se considerarmos o fotógrafo amador dedicado que, em tempos, costumava ser. Sorte que o meu cunhado tinha uma máscara de solda, o que permitiu dar uma espiada rápida no eclipse, que aqui por Lisboa e arredores foi apenas parcial. Mesmo assim deveria ter fotografado, né? Mas não fotografei! No entanto, acordei hoje cedo o suficiente para, agora sim, fotografar para certificar-me e documentar que o Sol se livrou mesmo da Lua…
Comemoração
Posted in Uncategorized on 30/07/2026| Leave a Comment »
O mês de julho findou, assim como os convívios de família para comemoração dos oitenta anos de vida da matriarca, minha companheirinha. No entanto, mesmo com tanta reunião familiar, em nenhum momento houve a tradicional “sopração” de velinhas ao som dos “parabéns pra você nesta data querida”, choque e elevação dos cristais com espirituosos, ninguém botando “faladura” com pompa e circunstância. Só e nada menos que a legítima alegria da presença dos membros que vivem a milhares de léguas de distância uns dos outros. Aos arreigados costumes, a homenageada disse “não”; sem bolo, sem drinks, só a fraternidade dos abraços. Agora, todos estão de novo nas suas áreas geográficas, a braços com suas atividades que lhes tomam o tempo, deixando a saudade para nós, que, enfim sós, prosseguimos a comemoração…
RIP Peppino
Posted in Uncategorized on 11/07/2026| 2 Comments »
Quando eu “descobri” o grupo “Peppino di Capri e seus cinco rockers”, lá por volta de 1958, eu não gostei nem um pouco e não me interessei por adquirir deles nenhum disco, apesar de “Let me cry”, “Nun è pecatto” e “Last train to san Fernando”, que me agradavam. Ao tempo, garoto de 14, eu ainda não me apercebia do excelente pianista que ele já era, e do seu real potencial. Depois vieram “Marina”, Mezzanotte” e, especialmente, “I´te vurrio vasà”, que eu adorava. Seguiram-se os sucessos de “Champagne” e “Roberta”, que pavimentaram definitivamente sua longa carreira…
Mal-estar
Posted in Uncategorized on 09/07/2026| Leave a Comment »
Nosso café da manhã, foi, nesta manhã, tão frugal quanto habitualmente os nossos cafés da manhã são; a diferença foi o silêncio, só cortado eventualmente pelo som do pousar da caneca no pires após o sorvo. Dois olhos verdes, tão verdes como o mar por vezes consegue assumir, estavam arredios e chispavam claros raios de contrariedade. A função terminou, enfim, sem que uma única palavra fosse trocada entre nós! O porquê do nosso agastado proceder, eu não sei exatamente, mas, certamente que terei sido eu próprio quem espoletou o mal-estar…
Verão
Posted in Uncategorized on 02/07/2026| 2 Comments »
São seis horas da tarde, os termômetros marcam 41 graus C à sombra e eu não faço nenhuma ideia de quanto estará ao Sol. Verão no sul da Europa é fogo mesmo e a população foi avisada desta onda de calor. Culpa de um “El Niño” extraordinário, ou simplesmente uma vaga? Certamente não é culpa da mudança climática, por mais que os catastrofistas insistam em suas esfarrapadas teorias. Ar condicionado esfriando o ambiente, vinho branco bem gelado, queijo da serra de aroma e sabor fortes, a felicidade latente de aproveitar que estou ainda vivo…
Agora são 63!
Posted in Uncategorized on 29/06/2026| Leave a Comment »
Lucy
Posted in Uncategorized on 29/06/2026| Leave a Comment »
Em um dos meus recentes posts, falei em Merissa, a dos olhos verde-cinza, dona de admirável vozeirão. Hoje elevo outro nome imenso ao altar das mulheres cantoras diante das quais me curvo, ou até me ajoelho: Lucy Thomas, agraciada pela Natura com olhos de um azul celeste estonteante e uma voz de sonho, é inglesa de nascimento e surgiu de um desses shows de talentos, não sei qual deles. Milhões de seguidores nas redes sociais, como eu, maravilhados por suas gravações no You Tube, atinge o auge da sua arte nos palcos com “Rosie-The Musical”! Adoro…