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Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Artemis II

É o tema do momento, se, como é meu caso, não estamos interessados em falar de guerra e se, como é o meu caso, somos interessados em feitos extraordinários da ciência aeroespacial. A missão lunar culminou ontem com a reentrada da Orion na atmosfera terrestre e, sobrevivente, no suave “splash down” nas águas do Pacífico, gentilmente suportada pelos paraquedas principais. Instalei o meu Iphone no tripé fotográfico e gravei um pouco mais de duas horas da operação, enquanto assistia, nervoso e preocupado, o desenrolar da complexa preparação da nave no que concerne a ângulo de ataque para o perigosíssimo “pouso” a 40.000 Kms/h, com temperaturas extremas e geração de plasma. Durante a interrupção de sinais, o nosso angustiado silêncio, o “tomara que tudo dê certo” com os dedos cruzados, enquanto os astronautas passavam através do inferno com a atitude profissional adquirida ao longo do longo treinamento. Não gravei toda a sequência da operação de retirada da tripulação para fora da cápsula, mas mantive-me firme assistindo. Pela minha ótica de velho oilman de alto mar, a NASA não aprendeu nada com a SPACEx, cujo modus operandi é muito mais rápido e eficiente, usando um “Supply Boat” provido de “A Frame” hidráulico e uma plataforma rolante no convés; a cápsula é puxada a cabo de aço para junto da popa do Supply Boat, o cabo de suspensão no A frame levanta o veículo em peso, transfere-o para sobre a plataforma rolante, que o traz para a “garagem”. A retirada dos astronautas é muito menos estressante e de curta duração. Retirar o pessoal de helicóptero, é um show, mas, de novo, na minha ótica, só faz sentido em salvamentos de alto risco…

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Orion

Estávamos no ano de 1957, eu acabara de sair da escola após mais um dia de aulas e práticas, acompanhado de dois colegas. Subíamos a íngreme rua Júlio Diniz em direção à rotunda da Boavista. Os colegas embarcariam num comboio na estação ferroviária da Boavista, enquanto eu subiria num “elétrico” da linha 4 para o meu bairro. Durante a nossa caminhada, o assunto era apenas um: O Sputnik que os russos haviam lançado ao espaço com sucesso! Era algo tão irreal, que só nos dava para fazer piadas mais ou menos estúpidas, normais, afinal, para a nossa idade. Na minha cabeça, não tardaria e as tão admiradas aventuras do Flash Gordon, Buck Rogers e outros “heróis” do espaço, seriam realidade. Decorreriam mais 12 anos até que atrevidos terráqueos, usando recursos técnicos que hoje chamaríamos de primários, extremamente falíveis, ousassem pousar no solo poeirento da Lua. Agora, mais de meio século depois, escrevo estas linhas sentado na minha sala, com imagens da NASA ao vivo no meu “telão” de 55”, enquanto a ORION se aproxima com aparente lentidão, daquela enorme rocha esférica flutuando no espaço, a que chamamos de Lua; a nossa Lua. Por enquanto, as imagens são as disponibilizadas pelas câmeras fixas na nave, de pouca sensibilidade, mas autênticas. Entretanto, a bordo, a tripulação está bem ativa em fotografar usando avançado equipamento e lentes poderosas, que nos disponibilizarão fotografias belíssimas…

P.S: Texto escrito ontem, dia 06/04/2026; a foto acima, é printscreen da imagem real recebida do space craft

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Luarada

Eis que, ante meus maravilhados olhos, e desta vez com muitíssimas mais condições técnicas visuais e de aquisição de informação, um veículo espacial tripulado cobre a distância da Terra à Lua, para fazer uma única órbita no nosso satélite e retornar a casa. Desta vez (ainda) não haverá o evento máximo da alunagem, mas esta viagem é uma preparação para esse histórico momento, que indubitavelmente acontecerá e se repetirá. E tenho esperança que, uma vez mais, serei testemunha viva desse extraordinário evento, como o fui nos idos de 1969. A foto que emoldura esta postagem, foi tirada às 20:15 hora de Brasília, com uma modestérrima lente Sigma, a 200mm 1:6.3; Local: Curitiba,Pr, Brasil. Mas as fotos feitas pelos astronautas serão, como já vimos na internet, simplesmente fabulosas…

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Crude

Nesta santíssima sexta-feira, amanheço constatando que o barril de crude caiu de 109 para 71,52 USD. Haja santo petróleo passando pela estreita goela, mesmo que com alguns (muitos) sobressaltos. Os duelos de misseis e de drones dificilmente vão acabar, porque há muitos radicais islâmicos envolvidos, para além dos guardas revolucionários remanescentes; e radical islâmico acredita piamente que, se morrer, vira mártir, com entrada triunfal no éden deles, cheio de virgens se lhe oferecendo. Isso de virar mártir, nós, cristãos, também conhecemos bem. Era, naqueles tempos em que mandava a dita santa inquisição, sharia dos cristãos, bastante comum que crédulos doentes da cuca, saíssem para as arábias oferecendo o pescoço ao facão, para ganharem uma tal de vida eterna! Oh céus!…  

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1º/4

Primeiro de Abril, dito o das mentiras, era também dito Abril, o das águas mil, mas isso mudou com as ditas mudanças climáticas. Passou a ser dito o das mágoas mil, depois da tragédia da abrilada, mas sem deixar de ser dito o das mentiras, porque as mentiras se estendem ad aeternum.

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Dêprê

Bichos carpinteiros, coceira desesperada no braço, porque em algum momento, fui novamente picado no parque por algum inseto peçonhento. Acabei deixando a companheirinha no seu dormir sereno. Mais uma vez, retirei-me do leito acolhedor e fui tentar dormir no sofá, não antes de perder tempo indeterminado a estudar no google causa-efeitos e o que fazer. Lavei, no tanque, com sabão de côco, o braço afetado e apliquei bastante pomada recomendada para o caso. Mas o meu dormir nada tinha de tranquilo e alternava com o furioso coçar, agora pegajoso do tal unguento. Resultaram também furiosos, os pensamentos que me ocorriam, todos eles chafurdando nos lamaçais fedorentos dos tempos que atravessamos. Acordei cansado, admirado porque o braço estava menos infetado! A minha menina já estava nas lides matinais e eu corri a cortar e lixar rentes todas as unhas da mão direita, desarmando-a, pois, de forma a inibi-la de agredir a pele doente. Inibi-a, em consequência, de tentar algum arpejo na guitarra. Nada de sério, porque eu, no pouco que pratico, continuo a ter a palheta como preferência. Confesso que, apesar da manhã radiosa e ensolarada de domingo, sinto-me meio que a resvalar para a depressão…

P.S.: Não há depressão que resista ao almoço da Nina…

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Joelhada

Gostaria de ver-me livre da metformina. Mas o problema é que gosto desabaladamente de pão, pães, de todos os derivados da farinha triga, macarronada e outras delícias tais como estes “joelhinhos” que descobri numa rede local de supermercados. Diante deles, estou ajoelhado, viciado, incapaz de parar de comer esses pedacinhos crocantes tão sem sabor, ao ponto de serem extraordinariamente saborosos…

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Helena

Helena é uma das minhas netinhas americanas. É a terceira de quatro irmãos, logo a seguir ao único varão da prole. Ela é altíssima e magra feito manequim. Preocupava, outrora, porque parecia pouco interessada nos estudos. No entanto, ela foi ganhando confiança em si própria e superando dificuldades, não só na atividade escolar, como a enfrentar o trabalho para ganhar algum para ajudar nas suas despesas. Ela foi brilhante e rápida no aprendizado para obter licença para guiar um automóvel. Em pleno último ano de High School, Helena prova a todos nós sua grande capacidade de superação, assegurando seu caminho para a faculdade. Adoro todos os meus seis netos, mas, com o perdão de todos os outros, reservo um carinho especial por ela…

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Papo Doido

Disseram-me que “ser” é um problema, mas eu estou mais inclinado a acreditar que “não ser” é muito mais problemático. Essa dúbia questão parece-me bem antiga e sem razão para um escrito. Na antiguidade outros o fizeram e nada concluíram- acho. Então porque escrevo eu sobre o tal “ser ou não ser”? Acho que é porque não me ocorre assunto com relevância capaz de propelir-me a redigir algumas linhas com alguma razão, a meu julgamento, bem entendido. Seria provavelmente mais razoável expressar meu interesse por algum filosofo. Falar de Nietzsche, por exemplo, ou, quem sabe, preferivelmente, por Baruch Spinoza, porque me acho tão próximo do seu pensamento do Deus-Natureza. Ou não, como diria um outro (pseudo) filósofo. Prefiro então falar de mim, mesmo que seja mal. Quero dizer: falar mal de mim pode parecer meio esquisito, mas renderia páginas e páginas, tal a quantidade absurda de besteiras que cometi pela vida fora. Hoje, não vou (ainda) falar mal de mim e conto que consultei uma linda dentista, para queixar-me que me caiu uma prótese de metal que ornava um dos pouquíssimos dentes remanescentes na minha boca de octogenário. A menina-profissional, poderia ser minha netinha e eu fiquei por ela enternecido e de queixo caído, porém, sem abandonar jamais apreciações outras, com todo o respeito! Amanhã eu volto e direi que aceito o plano de recuperação do velho mastigante, pelo preço apresentado, é claro…

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D. Antónia

Sinto vontade de voltar a sentir vontade. Mas de quê, exatamente? Porque a verdade é que não sinto vontade de porra nenhuma. Estou ficando tão indiferente com o que se passa neste louco planetoide no qual eu ainda vivo, que me surpreendo desinteressado até mesmo pela minha própria pessoa, enquanto humanoide desse mesmo doido planetoide. Continuo, é verdade, alimentando-me, tomando banho, dando alguma atenção à minha companheirinha, que vai, por seu turno, ficando cheia de aturar minhas silenciosas esquisitices. Ainda bem, que as minhas esquisitices são silenciosas! Já imaginou se me dá para a violência verbal?! Suave é a noite que espreito, enquanto saboreio um cálice de vinho do Porto da vinha da Dona Antónia, um Tawny com 10 anos. A minha fuga foi agarrar- me ao espirituoso, que tomo com extrema moderação: Um só cálice mais, porque a garrafa acabou…  

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