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Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Dedicatória

Não sou vidrado em futebol, as redes sociais incomodam-me mais que nunca, a música vem sendo desumanizada pela autoria IA. Por essas e por outras, forço-me a voltar à leitura, que ultimamente por demais tenho mantido à distância de mim. Resta muitíssimo para ler dos títulos que comprei da Agustina Bessa Luis, mas extraio da estante um livrinho de Sonetos de Barbosa du Bocage; surpresa: Tem uma dedicatória minha para a Meg (Maria Elisa Guimarães), já falecida! Diz a dedicatória: “Comprado num alfarrabista no centro de Setúbal, especialmente para a Meg”. Tento, sem resultado, lembrar da razão que me levou a não enviar o livro para a Meg, já que a dedicatória é bem anterior ao seu passamento…

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Bola

Há cerca de doze anos, por resultado de resultados pouco convincentes, eu escrevia:

“Também, na minha leiga análise, o meu pátrio team não deveria estar na copa. O grupo é fraco e colocaram todas as fichas na sigla CR7, que no momento encontra-se ruim das pernas, incapaz de livrar-se de marcações, que dizer de jogar futebol…”

O que foi visto no jogo de ontem, é um repeteco do “déjavu” da história…

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Ei-lo, o rei absoluto, senhor da vida e da morte! Terminou, pois, a noite praticamente passada em claro, com o sono estranhamente prejudicado pela má ideia de ficar até tarde assistindo péssimo jogo de futebol. Como assim? Eu nem gosto de futebol! Mas a minha companheirinha gosta. Recolhi-me, sim, e deixei-a sozinha em frente à TV. Mas, sem ela ao meu lado, não consegui pegar no sono e acabei voltando à tela! Porque mesmo ensonado não logrei dormir, aproveitei o nascer do Sol para uma foto, em contrapartida à que produzi do ocaso, há dois dias atrás…

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Merissa

Se tivesse de viver dos meus escritos, há muito teria perecido à míngua. Porque ninguém nunca lê meus arrazoados, precisamente por serem arrazoados sem qualquer valor literário. E porque, descubro, nem eu próprio sou meu leitor, não posso esperar que haja alguém disposto a sê-lo. Quando iniciei este texto, pretendia falar de Merissa Beddows. Ela é dona de olhos do tamanho do mundo de um verde cinza avassalador, com uma voz maviosa, maravilhosamente afinada e de uma pureza melódica tão avassaladora quanto seus olhos. Ela é soprano, dotada de potência para áreas operísticas. Mas minha preferência, são as canções tradicionais americanas, jazzísticas, que conhecemos interpretadas por Judy Garland (Over the rain bow) Ella Fitzgerald (Moonlight in Vermont) e muitos outros números célebres dos últimos cem anos, e que Merissa canta e realmente me encanta…

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Escrevi, postei, mas agora edito, um texto em que eu me revoltava por haverem incluído num processo, os pilotos do MD11 da UPS que sofreu colapso estrutural do “Pylon” da turbina esquerda na decolagem, resultando em stall da turbina central e consequente perda potência e controle, que acabou em grande destruição e incêndio nas infraestruturas em terra. A tripulação e mais de uma dezena em terra, pereceram. Portanto, os advogados dos que pereceram em terra culpam os pilotos por, na habitual inspeção superficial que antecede o voo, “não detetarem as fraturas do Pylon”!! Também os culpam por, com a aeronave muito acima da velocidade de V1 e já voando, “não abortaram a decolagem”!! Como se fosse um automóvel que, dando pane, você simplesmente encosta na berma. Ressalvo que a informação sobre o processo, eu li em diversos comentários em torno da liberação de relatórios do NTSB sobre o desastre…

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Frio

Os meus dentes são castanholas, que batem, batem sem parar sem parar, sob a friaca que estou sentindo aqui em Curitiba e o inverno nem começou. Problema é que sinto mais frio na minha sala que na rua! Não, não tenho aquecedores ou ar condicionado, porque…sei lá porquê, mas o fato é que tô com frio e pronto. Mesmo com frio, aqui estou em frente ao telão assistindo a mais um concerto direto da Gulbenkian. Desta vez é a pianista argentina Ingrid Fliter tocando o concerto Nº 2 para piano e orquestra, de Chopin. Gostei do estilo e domínio de La Fliter, excelente performance, execução irrepreensível. No entanto, em razão do frio que estava sentindo, não esperei por algum possível encore…

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Aniversário

Meio século é mais contundente de se dizer, que cinquenta anos, embora saibamos ser exatamente o mesmo lapso de tempo. Digo “lapso de tempo”, porque a meu sentir, foi não mais que há duas curtas semanas atrás, que aconteceu o nascimento da nossa caçulinha. No entanto, metade de um século decorreu! Feliz Aniversário, querida Vanessinha!

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Vazio

Descobri que o YouTube apresenta um crescente número de historinhas tipo coleção “Pimpinela” e me surpreendi atraído e gostando. Justifico-me, ou pelo menos tento justificar-me porque eu só assisto pimpinelas em inglês, como mais uma forma de manter agilidade na língua, digo eu. Então, tome-lhe joias como “Spirit uplift stories” ou “Revenge Stories” and so on, todas  de cunho absurdamente inverosímil, próprias para quem se recusa a pensar em coisa séria, como é meu caso, no caso! O interessante é constatar que ricaços que sempre são as figuras dominantes das tramas, homens e mulheres, há muito que deixaram de ser “milionários” e se catapultaram para status mais elevado: “Bilionários” ou mesmo “trilionários”, demonstrando o quanto as moedas se desvalorizam à velocidade da luz! Voilà…

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Muitos anos no passado, recordo já haver confessado numa postagem, os momentos de embaraço sofridos em razão da minha fragilidade emocional. Explosões incontidas de emoção podem acontecer-me na plateia de um teatro, num concerto clássico, numa ópera, ou na simples explanação histórica de um guia de museu! No caso dos concertos, o meu mais problemático momento, é o aplauso massivo em pé ao final de uma obra: é o caudal de lágrimas impossível de disfarçar; é o lenço rapidamente encharcado, é o surdo e envergonhado auto insulto à minha absurda fragilidade! A verdade seja dita: eu não posso ver ninguém chorar, sem cair no choro também. Acaba por parecer ridículo, ou é mesmo ridículo, mas, se estas minhas ultrassensíveis reações são mesmo e afinal uma espécie de doença do foro psíquico, então estou, sem dúvida, piorando substancialmente com o avanço da idade!…

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Decadência

Lentamente, valores pessoais intrínsecos foram-se perdendo na poeira dos tempos. Sinto-me decair na vida com velocidade crescente, como se houvesse pulado de enorme altura e, aparentemente, desço mais rápido que a aceleração da gravidade. Será talvez natural, porque será bem pouco o tempo que me resta para viver. Além de tudo, eu sou homem em um tempo em que há vozes gritando que homem não serve para nada. Imagina homem, idoso, ainda que não esteja usando bengala. Nenhuma mais-valia me resta e nem dentro das portas me sinto com alguma importância…

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