Os meus dentes são castanholas, que batem, batem sem parar sem parar, sob a friaca que estou sentindo aqui em Curitiba e o inverno nem começou. Problema é que sinto mais frio na minha sala que na rua! Não, não tenho aquecedores ou ar condicionado, porque…sei lá porquê, mas o fato é que tô com frio e pronto. Mesmo com frio, aqui estou em frente ao telão assistindo a mais um concerto direto da Gulbenkian. Desta vez é a pianista argentina Ingrid Fliter tocando o concerto Nº 2 para piano e orquestra, de Chopin. Gostei do estilo e domínio de La Fliter, excelente performance, execução irrepreensível. No entanto, em razão do frio que estava sentindo, não esperei por algum possível encore…
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Frio
Posted in Uncategorized on 23/05/2026| Leave a Comment »
Aniversário
Posted in Uncategorized on 21/05/2026| Leave a Comment »
Meio século é mais contundente de se dizer, que cinquenta anos, embora saibamos ser exatamente o mesmo lapso de tempo. Digo “lapso de tempo”, porque a meu sentir, foi não mais que há duas curtas semanas atrás, que aconteceu o nascimento da nossa caçulinha. No entanto, metade de um século decorreu! Feliz Aniversário, querida Vanessinha!
Vazio
Posted in Uncategorized on 16/05/2026| Leave a Comment »
Descobri que o YouTube apresenta um crescente número de historinhas tipo coleção “Pimpinela” e me surpreendi atraído e gostando. Justifico-me, ou pelo menos tento justificar-me porque eu só assisto pimpinelas em inglês, como mais uma forma de manter agilidade na língua, digo eu. Então, tome-lhe joias como “Spirit uplift stories” ou “Revenge Stories” and so on, todas de cunho absurdamente inverosímil, próprias para quem se recusa a pensar em coisa séria, como é meu caso, no caso! O interessante é constatar que ricaços que sempre são as figuras dominantes das tramas, homens e mulheres, há muito que deixaram de ser “milionários” e se catapultaram para status mais elevado: “Bilionários” ou mesmo “trilionários”, demonstrando o quanto as moedas se desvalorizam à velocidade da luz! Voilà…
Ultrasensibilidade
Posted in Uncategorized on 13/05/2026| Leave a Comment »
Muitos anos no passado, recordo já haver confessado numa postagem, os momentos de embaraço sofridos em razão da minha fragilidade emocional. Explosões incontidas de emoção podem acontecer-me na plateia de um teatro, num concerto clássico, numa ópera, ou na simples explanação histórica de um guia de museu! No caso dos concertos, o meu mais problemático momento, é o aplauso massivo em pé ao final de uma obra: é o caudal de lágrimas impossível de disfarçar; é o lenço rapidamente encharcado, é o surdo e envergonhado auto insulto à minha absurda fragilidade! A verdade seja dita: eu não posso ver ninguém chorar, sem cair no choro também. Acaba por parecer ridículo, ou é mesmo ridículo, mas, se estas minhas ultrassensíveis reações são mesmo e afinal uma espécie de doença do foro psíquico, então estou, sem dúvida, piorando substancialmente com o avanço da idade!…
Decadência
Posted in Uncategorized on 12/05/2026| Leave a Comment »
Lentamente, valores pessoais intrínsecos foram-se perdendo na poeira dos tempos. Sinto-me decair na vida com velocidade crescente, como se houvesse pulado de enorme altura e, aparentemente, desço mais rápido que a aceleração da gravidade. Será talvez natural, porque será bem pouco o tempo que me resta para viver. Além de tudo, eu sou homem em um tempo em que há vozes gritando que homem não serve para nada. Imagina homem, idoso, ainda que não esteja usando bengala. Nenhuma mais-valia me resta e nem dentro das portas me sinto com alguma importância…
Rios de sangue…
Posted in Uncategorized on 09/05/2026| Leave a Comment »
O Jonas Savimbi era meu vizinho no apartamento sobre o meu, integrado na delegação da UNITA na cidade do Lobito. Ele nem sempre lá se encontrava, é claro, mas quando aparecia, as sessões “kwacha” no terreiro do pó em frente ao nosso edifício, que habitualmente eram na palavra dos seus partidários com dom para a palavra, ganhavam uma enormidade de movimento e assistência, para escutá-lo em pessoa. Era escutando Savimbi, que sempre falava em pátria plurirracial, que eu me rendia à enorme vontade e esperança de continuar naquela terra. Até que novo duelo à bala nas ruas da outrora “sala de visitas”, quebrava vontades e esperanças. Quando isso acontecia, eu e as minhas meninas ficávamos em grave perigo, já que morávamos no edifício do homem. Acabei saindo, pela total insegurança; décadas de guerra civil se seguiram, rios de sangue correram. Lembrei-me desses terríveis tempos, ao ler sobre as valas comuns agora encontradas em Luanda, com 500 corpos…
(editado)
Revisita…
Posted in Uncategorized on 06/05/2026| 2 Comments »
De longe a longe, eu revisito coisas e loisas que em algum momento escrevi. Divirto-me ao fazê-lo, mas, nem tão raramente, surpreendo uma ou duas lágrimas surgindo e rolando pelo rosto abaixo. Não foi o caso deste texto:
“Acordei assim, sentindo-me dominante! Absurdamente absoluto e resolutamente vencedor!…Na sequência do meu acordar, sentei no vaso sanitário e logo a humilhante humildade desceu sobre mim para contrariar meu absolutismo e colocar tudo no seu lugar: Afinal, eu não era um poderoso figurão – era apenas e tão somente, um cagão… “
Chuva
Posted in Uncategorized on 02/05/2026| 2 Comments »

Sabadou um dia chuvoso, preguiçoso, ventoso. Será ele, o sábado, venturoso? Aventuroso, definitivamente não será, que sequer faremos a prometida caminhada, por força do tempo adverso. Amoroso, sim, será, a julgar pelo semblante risonho da minha companheirinha. Se o meu semblante está também risonho? Não sei, vou perguntar ao espelho. Mas achei uma temeridade e nem cheguei perto (do espelho), com medo de eu me morder a mim próprio, estragando o sábado…
Because…
Posted in Uncategorized on 01/05/2026| Leave a Comment »

…”Because the world is round, it turns me on”… Escuto múltiplas vezes essa gravação dos Beatles, insistindo mentalmente em ligá-la à fala de Christina Koch, na qual exteriorizou e nos passou de forma profundamente perturbadora e emocionante, o quão insignificantes nós somos, enquanto simples tripulantes de um pequeníssimo, belíssimo, azulado e único habitável planeta, aparentemente suspenso na imensidão esmagadora de um Universo subjugante, assustador! Acordei em mais um primeiro dia de maio, escorraçando de mim ao dia atribuir especial valor, porque quase nada festeja o trabalho, tudo é política, política que me assusta tanto quanto o negrume vazio do espaço profundo…
Artemis II
Posted in Uncategorized on 11/04/2026| Leave a Comment »

É o tema do momento, se, como é meu caso, não estamos interessados em falar de guerra e se, como é o meu caso, somos interessados em feitos extraordinários da ciência aeroespacial. A missão lunar culminou ontem com a reentrada da Orion na atmosfera terrestre e, sobrevivente, no suave “splash down” nas águas do Pacífico, gentilmente suportada pelos paraquedas principais. Instalei o meu Iphone no tripé fotográfico e gravei um pouco mais de duas horas da operação, enquanto assistia, nervoso e preocupado, o desenrolar da complexa preparação da nave no que concerne a ângulo de ataque para o perigosíssimo “pouso” a 40.000 Kms/h, com temperaturas extremas e geração de plasma. Durante a interrupção de sinais, o nosso angustiado silêncio, o “tomara que tudo dê certo” com os dedos cruzados, enquanto os astronautas passavam através do inferno com a atitude profissional adquirida ao longo do longo treinamento. Não gravei toda a sequência da operação de retirada da tripulação para fora da cápsula, mas mantive-me firme assistindo. Pela minha ótica de velho oilman de alto mar, a NASA não aprendeu nada com a SPACEx, cujo modus operandi é muito mais rápido e eficiente, usando um “Supply Boat” provido de “A Frame” hidráulico e uma plataforma rolante no convés; a cápsula é puxada a cabo de aço para junto da popa do Supply Boat, o cabo de suspensão no A frame levanta o veículo em peso, transfere-o para sobre a plataforma rolante, que o traz para a “garagem”. A retirada dos astronautas é muito menos estressante e de curta duração. Retirar o pessoal de helicóptero, é um show, mas, de novo, na minha ótica, só faz sentido em salvamentos de alto risco…