Richard Bach, de quem li uma boa parte de seus livros, dentre eles “Stranger to the ground”, que me serve agora de tema para esta postagem, é um escritor americano, hoje com 90 anos de idade que foi piloto de F84F “Thunderstreak” da USAF. Ele teve uma vida inteira dedicada à aviação e a escrever sobre ela, tanto em obras técnicas, como em metáforas filosóficas tais, como “Jonathan Livingstone Seagull”. Em “Stranger to the ground”, enquanto em serviço na Europa baseado no Reino Unido, realizou uma missão solo, noturna, para transporte e entrega de importantes documentos militares em uma base na França. Sua descritiva do voo é extraordinária e, a meu ver, única, em riqueza de detalhes, colocando seus próprios olhos como espectadores da atuação de suas mãos enluvadas em constante ação nos instrumentos. O tempo estava precário, incluindo violentos temporais na sua rota. A época era outra e ele acabou colhido pelo gigantesco cumulonimbus, resultando em perda de controle da aeronave. A frieza adquirida ao longo do seu treinamento militar ensinou-lhe a não entrar em pânico e, também contando com bastante sorte, logrou sair da situação que o levaria à fatalidade.
A piloto do LEARJET 60 reg. N722BD, apesar das modernidades, acabou tragicamente seu voo iniciado em Austin. As condições meteorológicas não estavam de “Céu de Brigadeiro” e parece ter dado formação de gelo. Perdeu o controle da aeronave, não conseguiu evitar entrar em pânico, não conseguiu recuperar. Até fazer uma cratera no chão, ela gritou inutilmente por um socorro que ninguém teria condições de dar-lhe. Dá um nó na garganta…
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