Schönbrunn Palace Orchestra, desfilando diante de nós e nossos ouvidos as maravilhas vienenses de Johann Strauss filho, Carl Millöcker, Lumbye, até Franz Lehár! Pequeno mas maravilhoso ensamble de cordas e sopros, acústica excelente da sala Luisa Todi, aqui em Setúbal. Do princípio ao fim, um concerto leve, inesquecível, ultraprofissional. Direção soberba e por vezes engraçada de Sándor Károlyi. Os cantores Simona Eisinger (soprano) e Michael C. Havlicek (barítono), estiveram irrepreensíveis. Simona Eisinger, cantando “Frülingsstimmer” disparou meu conhecido problema híper emocional, não só por sua interpretação, mas especialmente, porque evocou a malograda jovem soprano Patrícia Janecková, que tanto eu admirava ouvir nessa mesma peça…
Archive for Setembro, 2026
Soirée
Posted in Uncategorized on 29/09/2026| Leave a Comment »
Diferente
Posted in Uncategorized on 22/09/2026| Leave a Comment »
Hoje acho-me diferente de ontem:
vinte e quatro horas mais velho.
com todas essas horas, que pesam
em cada pedacinho do meu corpo,
vou-me sentindo frágil, vulnerável,
respeitável na avançada idade que
ostento, sem querer ostentar, no meu
resistir, sem poder resistir…
Males
Posted in Uncategorized on 19/09/2026| Leave a Comment »
Quando a conversa converge para doenças, envelheço junto e tendo a aborrecer-me. O pior é que, quando se reúnem várias pessoas da minha faixa etária, é certo e sabido que listas extensas de males e maleitas vão saindo em longos queixumes e lamúrias. Se porventura estou bem-humorado, até posso achar graça, observando a similaridade das sofrenças relatadas, ou até disputadas pelos presentes. Se o humor não é lá dessas coisas, armo um sorriso complacente o menos idiota que puder enquanto procuro sair de fininho. Por outro lado, sei que eu próprio tenho momentos de descair e falar e até de escrever sobre males que me consomem. Mas afinal, males de saúde, quem os não tem?…
Síndrome de inquietude
Posted in Uncategorized on 16/09/2026| 2 Comments »
Inquietam-se-me as pernas, em movimentos bruscos de impossível controle, como se correntes elétricas as percorressem! Digam-me os magos da medicina, onde posso eu encontrar o disjuntor que desligue a fonte desses curto-circuitos que perturbam meu sono e, especialmente, o sono da minha companheirinha. No decorrer do dia, de tais ocorrências não me dou conta. Elas aparecem na cama e sentado em longos voos. Daí eu, que sempre gostei de voar, sofro horrores quando agora o faço…
Terráqueos
Posted in Uncategorized on 14/09/2026| 1 Comment »
O Planeta continua lindo, pleno de encantos, mas também de perigos mil, incontroláveis, porque a Natureza é totalmente incontrolável por nós, humanos, com ou sem fósseis, com ou sem bombas atômicas, com ou sem plásticos e milhões de peidos de todas vacas existentes. Nós, animais ditos racionais, somos o pior dos piores males na superfície do belíssimo globo azul flutuando no espaço. Males sem poder para modificar a Natureza, mas que a Natureza não tem como controlar. O mundo é perfeito, mas seus habitantes são uma amálgama sem outro rumo que não seja a autodestruição. O Planeta segue, impassível, seus ciclos: Hora quente demais, hora de frios extremos. Quem sabe no próximo período glacial, a poderosíssima Natura dá uma mãozinha nesse ímpeto autodestrutivo e metade dos terráqueos perece, permitindo um novo começo nas cavernas?
Snif…
Posted in Uncategorized on 08/09/2026| 2 Comments »
Auto confiança resvalando em absurdos, culpo a idade, que de forma alguma eu queria ou deveria culpar; em reduzidíssimo tempo cometi algumas barbeiragens enquanto conduzia; agora, há pouquinho, enquanto estacionava com destreza e certeza, veio a torpeza; atropelei um andaime de obra disfarçado com tapamento de lona: o vidro traseiro do carrinho explodiu em vidrilhos. Desolado, fui atrás do conserto da patifaria, mas ficarei sem transporte pelos próximos dois dias…(snif)
Medo
Posted in Uncategorized on 07/09/2026| Leave a Comment »
Comecei estas linhas falando no quão assustador está este nosso mundo; mas fiquei deveras assustado e preferi abandonar o tema. Poderia, é claro, desistir de escrever, coisa nada difícil, dada a minha falta de vontade e ausência do bloguinho. Mas, com um esforcinho, lá vou esgadanhando, esgravatando, espremendo, hora o Tico, hora o Teco, tão adormecidos como adormecentes. O calor tem, por certo, algo a ver com esse meu desestimulo. Quem sabe, eu peço ajuda aos sábios da escrita? Da escrita, não da escritura, que para tal a alma eu não sinto pura. . Mas, a quem apelar? Aos desbocados e escabrosos versos de Bocage? Não, não, que não estou para aí virado;
Talvez a Pedro Homem de Mello, meu professor de português: “Os homens correm? – deixá-los ir atrás do seu desejo! E os cavalos, que não vejo? Volta sempre a madrugada, volta sempre tarde ou cedo. O que alonga nossa estrada, é o medo, é o medo”. É então o medo que faz sentido para mim no momento? Não faz sentido, mas faz todo o sentido se pinçarmos de António Ferreira: “É a medo que escrevo, a medo penso/A medo sofro, empreendo e calo/A medo peso os termos quando falo/ A medo me renego, me convenço”.
Perdi afinal o medo, e me despeço…