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Já ouvira um zum-zum sobre o assunto há algumas semanas atras, mas a coluna da Cora Rónai tirou-me as esperanças de que se tratasse apenas disso mesmo: um “zum-zum” sem fundamento. A Sony  vendeu de verdade  o seu negócio de computadores e as minhas intenções de adquirir o dernier cri da linha Vaio em Ultra Book, ficam só mesmo nas intenções. A informação é de que a firma compradora não comercializará o produto mundialmente.

O Vaio modelo Z58GG na foto está agora nas mãos da minha mais-que-tudo, enquanto que eu estou portando/operando o enorme e pesado DELL posto à minha disposição pela empresa que compra os meus serviços. O Z58GG foi adquirido em um momento de grande necessidade de uma ferramenta  rápida e com portabilidade, durante o período em que moramos em Singapura. O modelo, com novidades tais como duplo SSD no lugar de um HD, excelente processador  e 8Gb de memória além de portabilidade de sobra, custou no início de 2009 uma grana preta inimaginável aos valores hoje. Os preços em Singapura eram altos, em relação aos praticados nos EUA, embora bem mais baixos que os do mercado brasileiro.

Hora de pesquisar qual a melhor opção para o meu próximo Ultra…

Vanishing Point

É precisa, dócil e obediente a resposta do veterano aos meus“inputs”de comando. Afinal, discorro, o equipamento ao qual estou amarrado transporta-me há mais de dez anos. “Quando entrar nos teen eu aposento-o”, prometo-me, “se continuarem a conceder-me a licença para conduzir, bem entendido”. O instrumento digital no painel está cravado em 41°C de temperatura  externa enquanto cruzo Tanguá em direção a Macaé a meio desta tarde de calor senegalês. Sinto uma gostosa sensação de conforto e bem estar com os 21°C do meu casulo, ajeito-me na minha poltrona e deixo os quilômetros de asfalto em brasa passarem sob mim a velocidades nem tão recomendáveis. Por instinto, afrouxo a pressão do pé direito e observo a substancial queda no velocímetro para nível mais para o que ela recomendou: “Lembra-te de mim!”. Como poderia eu esquecer? Oh! Mais uma vez dou por mim com a mão sobre o banco do carona à procura do que não posso encontrar: adoro arranhar com as unhas a costura do jeans dela!… O som que flui da Rádio MEC fica instável; Aperto o botão e o casulo é inundado pela musica maravilhosa e relaxante de Rodrigo Leão. Que vozes, que melodia “Djou”! “Djoutromundo”, que não este cada vez mais fossa acustica de funks e outros junks. Agora, a passo de tartaruga de muletas, sigo uma quilométrica caravana de caminhões. Mesmo ao Domingo, incontáveis milhares de rodas trilham estas congestionadas, jurássicas, perigosas  vias estreitas. “Jurássicas, perigosas  e $urreais”, digo-me em voz alta enquanto cruzo a Via Verde de mais um famigerado pedágio. Confiro o ETA no GPS e vejo que perdi muito tempo com o excesso de tráfego. Rodrigo Leão acabou e surge a voz de Leontina Vaduva para alegrar-me o espírito em “Quel Guardo” da ópera “Don Giovani”. Sou vidrado na Leontina, que faz o favor de ser “minha amiga” no FB. O FB não faz minha cabeça, anyway! Deve ser porque estou um velho sem paciência. Ora!…Não é que cheguei?  Agora, é enfrentar o greenhouse de vidro, sabendo que o AC está quebrado. Ah, que raiva! Mas eu mereço…

Rolezinho

Vocábulo bonitinho para o abraçaço de um, deplorável e intolerável arruaça para os muitos outros cidadãos tão habituados à segurança que sempre encontraram nas ilhas de tranquilidade que costumavam ser os Centros Comerciais. Como se não bastassem os descartáveis bastardos mascarados que pelas ruas atacam e destroem, a título de nada, o que jamais teriam capacidade de construir. Uns e outros, não o fazem em protesto, porque para protestar é preciso ter consciência. E essa fauna tem, obviamente, uma consciência de via reduzida.

Ahrg! É difícil assimilar toda a inversão de valores. É difícil ver que sim, que o mal é mesmo bom e o bem é que é cruel, que a traição é mesmo premiada…

Bom mesmo, é estar como eu, no fim da vida por já ter vivido e, de quebra, vou livrar-me de assistir ao muito pior que se aproxima.

*Direito meu a desabafar*

Isadora

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Ainda na expectativa de saber se serão rosa ou azul as vestes da criaturinha, já começo a sentir-me orgulhoso por saber que será Isadora, por mim sugerido, o nome escolhido para menina! Nome poderoso para o carácter fortíssimo de uma das mulheres que mais me impressionaram e sublimaram no mundo das Artes: Isadora Duncan. Vanessa, mãe do meu quinto netinho, recebeu esse nome em nome da minha incontível admiração por Vanessa Redgrave, que tão magistralmente viveu Isadora no cinema. Nesse tempo, meu coração balançou entre Vanessa X Isadora. Penso que as duas se fundiram numa só…

E se for menino?…Esta manhã, em troca de mails, eu não resisti e ousei ousar uma vez mais!… Animado pelas boas novas de que o exame de ultrassom mostrou que tudo, tudo, tudo vai bem na gestação, sugeri uma vez mais com a alma na Arte: “Igor”! OK, eu concordo que não é exatamente um nome incomum, até pelo contrário. Mas o meuIgor” é altamente incomum, porque calcado em horas e  horas no escuro escutando em extase, cada nota da ópera “Principe Igor” que mestre Borodin e depois, dando curso final à obra, mestre Rimsky-Korsakov com alguma colaboração de Alexander Glazunov produziram! O álbum em 5 long plays de acetato tocou tanto que hoje não se poderá escutar sem ruidos desagradáveis!

Em tempo, aos queridos pais do bebê: Se for varão, não farei beicinho caso não se decidam pelo nome sugerido…

Perplexidade

Revoltado, explodi no FB: “Gravíssimo ataque terrorista em São Luis do Maranhão!”. Não demorou, removi a descarga emocional porque completamente inutil. As notícias on line permaneceram dedicando pequeninos espaços “à violência em São Luis” e eu acabei envergonhado pelo meu momentâneo “overreaction”. O Brasil que conheci há quase completadas quatro dezenas de anos não pode, em absoluto, ser o mesmo Brasil da pavorosa realidade dos dias que vivemos!

Eusébio

Admirador, no sentido pleno da palavra, eu não terei sido, porque ao futebol nunca fui pessoalmente muito ligado. Mas, para além de ser um nome com Brilho e Som de indiscutível merecimento no mundo desportivo, Eusébio, tinha a estranha força de sempre carregar comigo de volta a 1966, aos meus tempos difíceis de caminhos aventurosos em perigos e lutas esforçado. Na noite escura da densa floresta, os rádios de ondas curtas colavam-se aos ouvidos dos aficionados para escutarem, diretamente da longínqua Europa, os comentários sobre as jogadas do Ás da bola, enquanto eu me entregava a solitários pensamentos ouvindo canções em voga na minha emissora preferida…

Fim de Festa

 Imagem

Mergulhei no trabalho e fiquei momentaneamente sem respiração ao reentrar na fria realidade. Logo iniciei a atividade em braçadas mais ou menos vigorosas…Bom,  mais menos que mais, eu diria, porque é complicado vencer a estática do período. Período em que criamos uma ilusória separação entre o ano velho e o ano novo, construida com vagas e pre concebidas ideias de que algo, não sabemos o quê, vai passar a ser diferente. De concreto, todavia, só a inexorável marcha do tempo e dos numeros dos calendários. Os meus sofreres seguem sofridos, assim como as minhas limitações monetárias, porque não ganhei a taluda nem poderia, pois se não joguei…

Dia primeiro

 

“…só temos de 50 émiéishh…não senhora, de 100 émiéis está em falta. Bom dia, senhora, disponha…”  O atendente desligou o telefone e voltou para mim sua ensonada desatenção:

“O que o senhor disse que queria?”

“Eu não disse, mas preciso de Losartana Potássica de 100 émigêshhh

“Miligramas, quer o senhor dizer?…não senhor…só de 50 miligramas”

“OK, vou levar…e Glifage de 500 m…”

“Puro?

“Puro”

“Puro…” disse, teclando displicentemente. “…puro eu não tenho…”

“Tem sim, olháqui!”, exclamou a mulher de jaleco verde, que prosseguiu, entre dentes, com um discurso agressivo reprovador ao desatento balconista, obviamente chegado diretamente da virada para um plantão de farmácia. Senti pena do fulano, porque eu sei por experiência própria como reprimenta agressiva de mulher doi nas profundezas do ego.

“O senhor tem as prescrições médicas válidas para a farmácia popular?”  A pergunta veio da donna, definitivamente disposta a intervir no atendimento.

“Estão fora do prazo de 180 dias…vou pagar” disse eu, enquanto pegava o cestinho com os remédios para me dirigir ao caixa. Na minha imaginação, o balconista gania baixinho feito um puppy contrariado…

 Encetei a volta a casa em passos lentos, observando de novo e com mais atenção as toneladas de detritos semeados pelas ruas adjacentes às praias. As marcas da noitada estão por todos os lados, o que  dissipou todas as duvidas de que me encontro no dia primeiro de um novo ano de esperanças. “Esperanças de quê?”, pensei. “Esperanças!”, respondi-me. “Melhor não tentar definir ou especificar…”

 

 

 

Promessas que me fiz ou me faça são puramente pessoais. No entanto, elas, as promessas,  podem afetar de alguma forma, mais direta que indiretamente, quem teve a (des?)dita de gastar os seus últimos cinquenta anos de existência a mim ligada. Que promessas terei eu então condições de fazer, não a mim mesmo, mas  à minha mais-que-tudo para o decorrer  dos próximos doze meses? A simples e estática continuidade pode ser cruel, ou não…Frustrante, concerteza, na medida em que lhe sei alguns, senão todos os seus mais caros anseios nesta fase da nossa vida. Restar-me-há capacidade para atendê-los?

Taí a minha solene promessa para 2014, ao amor da minha vida: Posto o que foi posto no post anterior, status de wealthy lady poderás não lograr, mas tudo, tudo tentarei, pelo que tanto pra nós dois desejas alcançar!

Promessas de Virada

Dependências quimicas de alguma espécie eu não sou portador, tampouco sofro de alguma dependência psicológica do tipo jogador inveterado, comprador compulsivo, ou quaisquer outras que me levem a prometer superar-me para ver-me livre delas ao longo do décimo quarto ano deste milênio;

Concedo ser um precário investidor/administrador dos resultados do meu trabalho, ao ponto de não haver conseguido até esta data ser um feliz  wealthy man proprietário de altos rendimentos. Mas, nesse campo, não resta espaço para promessas outras que não sejam fazer, eventualmente, uma fèzinha em alguma das loterias, preservado que seja o dito no parágrafo anterior…

Reconhecendo-me pessoa de bons fígados, nadica de nada dado a maldades ou violências, ou a maltratar de alguma forma gentes e bichos que me rodeiam, também não preciso prometer que neste novo ano serei uma “pessoa melhor”…

Evitar lucubrações poetico-filosóficas sobre o quão frágil é a vida e alhear-me por completo da inevitabilidade da finitude,  posto que adiada a cada irrecuperável segundo respirado, brincando mais de ser imortal: Acho que essa é a minha unica e mais ou menos concreta promessa para o novo ano. Que outras promessas posso eu fazer-me?…