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Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Havia…

                                                 Foto Luis C Nelson


…um buraco na trilha. Era grande e escuro, o buraco na trilha. Não havia passagem, porque havia outros buracos ao lado do buraco no meio da trilha. Recuei, tomei impulso, corri, pulei…

Caí dentro do buraco da trilha. Queda flutuada, não vertiginosa, pela escuridão do buraco da trilha.
Minhas gargalhadas eram insanas e ecoavam, ecoavam…
…ecoam, enquanto escovo os dentes e olho a irreal silhueta refletida no espelho. Não parece que seja eu, ou é pelo menos um eu estranhíssimo. No entanto, estou acordado! Ou será que não estou?…
Tento arrumar a bagunça de sons, siglas numeros sem nexo…PNF…PF…TO/GA…447…
Gelei!

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Juntam-se os trapos,
Roupas e farrapos,
Revolução no roupeiro!
Duas escovas de dentes,
Mais acessórios e pentes
Dão alegria ao banheiro…
É um “Sei que vou te amar,
Minha vida te dedicar”,
Por entre beijos de paixão!…
Amor explodindo em frenesi,
Corpos suados, fora de si,
Doces delírios em turbilhão…
Pra eternidade é este amor,
Que nada, seja o que for
Será capaz de abalar!
Almas gêmeas que se unem,
Apaixonadas se fundem,
Pra vida inteira enfrentar…
Mas um dia (há sempre um dia)!
Outro alguém rouba a fantasia
Da eternidade desse amor…
Volúveis são os corações,
De curta dura as paixões,
Oh!Perjuras juras de amor!
Depois, é o déjà vu…
É um “Je ne t’aime plus”
Com fria determinação!
Agora me digam, doutores,
Como enfrentar os horrores,
Desses males do coração?


Anteriormente publicado no Recanto das Letras

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Aniversário


As estrelinhas nascem com seu curso já determinado. Meus caminhos sempre foram indicados e iluminados pelo brilho de uma dessas estrelinhas.

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Metade de mim é tormento
um não sei quê de lamento
na minha alma caldeado…
A outra metade tem ouro
parte de um grande tesouro
que a mim foi confiado…
Metade de mim é nostalgia
que me compele à poesia
em rimas à “sóror saudade”…
A outra metade é ventura
misto de alegria e ternura!
-Será isso “felicidade”?!…
Uma metade de mim é introvertida
enclausurada e encolhida
em momentos de reflexão…
Mas a outra metade é carinho
que cabe bem direitinho
dentro do teu coração…

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Divagando

Amor dito “verdadeiro”é uma montanha de difícil acesso; Mas, mais difícil que atingir seu cume, é nele acampar e sobreviver a todas as intempéries, variações abruptas de temperatura, ataques de predadores e fatal atração de corpos celestes que no em torno gravitam…
+++++++++++++++++
Com a idade, queda da líbido é fatal como o destino; É aí que o tal de “Amor” se transforma em estrutura primária: Tudo desabará, se as propriedades resistoras da estrutura não forem capazes de uma resposta adequada.
+++++++++++++++++
É preciso não acreditar demais nos dourados versos de amor do poeta; Como nem tudo o que reluz é ouro, muitos desses versos são para acalmar os ânimos da musa sériamente zangada. Musas são extremamente suscetíveis…

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Doce "traição"

Os nós cegos
Que a ti me atam,
Não desatam
Não dilatam…

Se em sonho te “traio”,
Afinal eu não te traio
Porque é o teu rosto
Que na fantasia é posto!
E a minha “traição”…
É com teu corpo e teu coração!

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Cyclophagus

                           Foto por Luis C Nelson  –  Será um Cyclophagus algo assim?!

Patricia Melo (Cadernos do Ticino) disse ser “imperdível” e eu acabei comprando o livro de Joyce Carol Oates “Wild Nights”, versão traduzida para o Brasil por Elisa Nazarian e publicada sob o título “Descanse em Paz” pela Texto Editores de São Paulo. Li de um só fôlego as histórias sobre Poe e Emily Dickinson e parei para voltar ao Farol de Viña del Mar, subir os 190 degraus para acender a lanterna, mas, muito principalmente, para conhecer o aterrorizante “Ciclofagus”. Quando me sentir satisfeito, prosseguirei através das histórias escritas sobre Mark Twain, Henry James e Hemingway.

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Temo

De repente, de alguma forma, eu sentei num carrossel. Minha cabeça passou a rodopiar, cérebro centrifugado, enquanto um ponto negro foi aumentando de tamanho. Ciclópicas forças chegaram em meu socorro para me agarrar e evitar que eu fosse sugado pelo pavoroso e negro sorvedouro.
Estou acordado e sentado num carro em andamento, mas não dirigido por mim. Abri a janela para ventilar e estou enjoado. Acabo de resistir a um desmaio…Que estará acontecendo comigo?
Temo, Nina, tudo do nada,
pois nada é certo e sabido
a não ser o já percorrido
caminho da vida passada
com tudo do certo e sabido
de coisas boas ou más
que nos hão acontecido
e fomos deixando pra trás…

Mas temo, Nina, a fraqueza
do meu corpo que nada é
do que d’antes era de firmeza
e saude… de ousadia até…
Temo, sim, Nina, não nego,
a velhice que se aproxima.

Só tua companhia me anima
Teu coração, meu aconchego…

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Grrrr!@#*

som estridente percussão vozes cantantes etílicas notívagas…sono sono sonho ruim…tropeção palavrão  bexigada mijada…sono sonho ruim tirania tinano…calor noite etílica rebita rebita…mexeram com a dona josefa madia kandimba…água de cu lavado…ah que sono…f*@s da p@*#…minha revolta já está de manhã…

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…os cabelos branquearam,
as peles enrugaram,
os órgãos debilitaram-se,
os olhos cansaram-se,
os pés ganharam calosidades
e os ossos, dolorosas deformidades.
Estamos um pouco menos condescendentes
com esse mundo dos tempos presentes,
mas  a paciência não foi esgotada
embora, convenhamos, um nadinha desgastada.
Não obstante, entretanto,
cresceu muito aquele encanto,
da presença que se sente
sem que o outro esteja presente!
É só o telefone tocar,
que vem a ânsia de que seja  o outro a ligar,
porque se não liga, a gente liga,
só pra dizer “eu te amo”, e desliga!…
É todo um carinho mais carinho,
é um amar mais de mansinho,
é um cuidado, uma atenção,
um chamego, uma afeição,
que massageia o coração…
Hoje, e em todos os derradeiros derradeiros dias de junho

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