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Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Cousas e causos

Foto por Luis C Nelson – Hotel Serra da Estrela, Covilhã, Portugal. De Novembro a Maio, este lugar fica coberto de neve
Como  “Serra da Estrela”, até agora e ao vivo,  eu conhecia apenas a cadeia de restaurantes onde costumo deliciar-me com as entradas compostas de pães diferentes e gostosos, excelente presunto e queijo de ovelha curado. Fora do habitual charme  do inverno e da neve, neste Setembro de temperaturas elevadíssimas, subimos a sinuosa estradinha (EN339) partindo da Covilhã até às Penhas da Saúde a 1800m de altitude. Feito o check in no confortável Hotel que leva o nome da serra, chaminhámos 500m até um dos restaurantes típicos da aldeia, enquanto admirávamos um rebanho de ovelhas pastoradas apenas pelos cães! Um dêles, enorme e posando de líder, dominava a cena magestosamente postado sobre uma rocha, de onde latia avisos de que o território ali tinha dono. O restaurante, rústico mas acolhedor, é numa casa de madeira típica da região e estava já com bastantes clientes. Pedi a minha entrada favorita, ao que o atendente esclareceu: “Os pães e o Queijo da Serra, sim; O presunto, não.”! E continuou: “Por acaso o senhor avistou algum suíno durante a subida?”…Rendi-me à evidência e registrei que afinal, presunto e outros produtos suínos não têm nada a ver com a Serra da Estrela propriamente dita! Abrimos, pois, a ementa, em cuja primeira página figurava em destaque: Prato do dia: Costeletas de porco.

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São inúteis e vadias as minhas palavras. Ah como são fúteis e ilógicas as minhas palavras que a  ninguém servem, nada dizem, em nada resultam.Por outro lado, pensando bem, também nenhum mal causam,  porque ninguém as lê! Então que sejam as minhas palavras bem vadias, de rua, dos cais, da zona, do prostíbulo mais promíscuo.
São também inúteis e vadias as palavras do figurão das fantásticas coisas políticas. Ah como são fúteis e ilógicas suas palavras que a ninguém servem, nada dizem, em nada resultam… Ah não! Portarei eu a desgraça de ter algum tipo de propensão para ser um animal político?! Apelo a todas as minhas restantes forças para abandonar o tema. Prefiro então, dizer-me anarquista…

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A Volta

O prometido não foi cumprido e o blog abandonado juntamente com o Flickr, Olhares e tudo o mais, durante as férias neste Setembro surpreendentemente quente, cansativo, de muitas viagens. Agora,  é o retorno ao trabalho e a esperança de conseguir meios de voltar em um ano, ou mais, preferivelmente num período de temperaturas mais amenas. 

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Terrinha

                                                       Foto por Luis C Nelson
Abrir a porta, a visão do hall de entrada, a tela de Willard sobre a mesinha, depois explorar o apê, abrir os registros de água e gás…O sentimento é sempre o mesmo, haja a ausência sido de um ano ou de dois: É a vontade de ficar mais tempo para os meus projetos  pessoais, é aquêle “Eu já ficava por aqui mesmo…”, a lenga-lenga do costume, até ao dia do regresso que sempre chega tão depressa!

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Pretencioso

                                                   “Cardumes”  Foto por Luis C Nelson
Os dias correm depressa, o meu saldo vai-se escoando. Arroto a sabedoria e experiência que os anos me foram dando, mas acabo por me dar conta de que sempre evacuo um substrato dessa sapiência. Vejo-a debatendo-se, quando puxo a descarga…
Porque me não pertenço
e pertenço não sei a quem
resulto-me um pretenso
não pertencer a ninguém…

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Desembarque

                                                          Foto Luis C Nelson
Barulho e vibração!

está no fim esta missão…

Pra casa vou voltar,

a aeronave está a pousar

deixo os ferros pra trás

se cuida aí, meu rapaz

que a  vida vai continuar

e o trabalho não vai acabar.

Um pensamento para os que perderam a vida no mar, no mesmo momento em que eu pousava em segurança no aeroporto de Navegantes, SC

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Titãs

                                                           Foto Luis C Nelson

Passei a sentir-me meio alien
sobre as estruturas oscilantes
que já foram meu quase lar…
Prometeus acerca-se de mim,
rubra silhueta de homem.
Pergunta-me do meu gozo
em incendiar a escuridão
com as chamas da minha lança
e permanecer a admirar
a obra que é tudo obra
da sua desobediência de Titã
e da minha ousadia de mortal
ao esgrimir espadas de fogo
no meio do poderoso mar;
Sorrio, em resposta…

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Quanto mais me embrenho na leitura, mais me identifico com Pessoa e tudo o que rodeava o seu cotidiano na velha Lisboa. De repente, dou-me conta de realidades do seu dia a dia que atravessaram as décadas e chegaram até ao comecinho da minha juventude portuense nos anos 50! Por exemplo, os cigarros que sorrateiramente eu fumava junto com os colegas  nos intervalos das matinées de Domingo nos cinemas “Batalha” ou no “Carlos Alberto”, eram os mesmos “Provisórios”ou “Definitivos” fabricados pela “A Tabaqueira”, que Fernando Pessoa queimava sem tragar, em número de até 80 por dia!

Um dia destes escrevi um texto sobre as minhas temporãs  experiências poéticas  para uma menininha da minha idade por quem caí de amores, mas da qual nunca consegui sequer um olhar. No texto eu destaco a minha completa falta de jeito para declamar meus escritos, o que prevalece até hoje, enaltecendo minha admiração  pela fantástica força dramática do incomparável João Villaret, que assisti ao vivo nos idos de 56 ou 57. Pois não é que Villaret é citado por haver dito a  Antônio Botto, que “Pessoa, com aquela voz, nunca seria um ator”, enquanto assistiam o poeta a declamar seus versos?!

A verdade, é que a obra de Cavalcanti Filho está mexendo comigo…

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Home office

Produzir em casa tarefas de serviço poderá até adicionar um certo stress, pois é necessário garantir e até forçar a apresentação de resultados em todo ou em parte, evitando mal entendidos que não existem quando se está presente nas instalações da firma. No entanto, sabendo-me bastante disciplinado, adoraria ter a oportunidade de fazer isto todos os dias e ir à empresa somente quando necessária a presença em reuniões, etc.!

O dia dos pais serviu para relaxar, caminhar, receber os “parabéns” das meninas que gerei e que tão longe de mim estão. Mergulhei na leitura do livro magnífico de Cavalcanti Filho sobre Fernando Pessoa e, coisa completamente não usual em mim, dormi!!…

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                                                Foto Luis C Nelson
O dia do pai é amanhã, mas a Nina escondeu mal o presente. Presentão, aliás, pois são setecentas e tantas páginas falando do Pessoas! Leitora fiel e silenciosa do blog da Cora, aproveitou a dica de leitura para não ter de perguntar-se o que iria comprar…

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