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Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Musica barroca nos fones, esforço-me em incontáveis tentativas de encarrilar nos trilhos de alguma das ideias que me ocorrem para um texto com algum sentido e interesse a meu próprio julgamento. Se fosse com a velha Remington, eu estaria cometendo um ato politicamente incorreto para com o meio ambiente, tal a quantidade de folhas A4 semeadas por aí, amassadas e amalgamadas com a minha falta de capacidade.

Insisto, contudo, por sentir-me vexado com a inatividade do Blog, tão dinâmico nos velhos e gostosos tempos áureos em que fazia até seis postagens numa semana e contava com uma respeitável legião de habituais e fiéis leitores. Como tantas outras coisas gostosas, tudo isso é passado que poderá ou não influenciar o presente de valores outros cujo valor é exatamente aquele que queiramos atribuir-lhe.

Este fim de semana, o “Shuttle” Macaé/Niteroi não funcionou. A minha companheirinha está comigo há uma semana e continuará, espera-se, por mais uma. Se isso é bom ou não, depende de com que humor ela enfrenta e reage à sua situação de prisioneira da redoma de vidro. A temperatura certamente que caiu bastante, mas não ao ponto de evitar a necessidade de climatização em boa parte do dia. Os meus dias seguem com crescente atividade e longas horas de trabalho, que prometem recrudescer com a parada de uma das nossas mais antigas e eficientes unidades de perfuração. Prepará-la para um futuro ou futuros possíveis contratos, será uma espécie de batalha nesta guerra de nervos que é sobreviver à esculhambação econômica e ao baixo astral da área petroleira.

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Alvorada (…)

Soleil

Amanheci uma vez mais na Praia do Pecado, espectador embevecido do nascimento do Sol. Fotografei com o mesmo entusiasmo e admiração numa jamais repetida repetição, porque não existem dois nascer-do-Sol iguais, duas fotos iguais, dois estados de alma iguais. A Natura improvisa magistralmente a cada segundo por mim respirado, suas policromáticas e fortes pinceladas sobre o Pano de Cena do imenso palco do Espetáculo da Vida…

…Depois, arrasto-me de volta ao meu status de mortal subjugado às vontades de outros mortais subjugados, que o são a uma cadeia hierárquica subjugada ao lucro, ao lucro, pelo lucro que é conditio sine qua non. Sem lucro, sem atividade – sabemos. E sem atividade, reflito, eu representaria o nascer do Sol em gravura rupestre, não em fotografia. Não falta neste mundo quem deseje e mate pela volta às cavernas. Eu não me importaria, contanto que as cavernas tivessem geladeiras, fogões, camas, etc. e eu pudesse levar a minha câmera fotografica.

Afastado demais, tenho lido de menos e aparecido quase nada nas áreas onde a Arte e as Letrinhas convivem e podem ser encontradas. No período, além de enfadonhas leituras técnicas – enfadonhas mas necessárias, só consegui ler integralmente “Cadernos de Sizenando” de Adalberto De Queiroz, jornalista, cronista e poeta, meu amigo no Face Book. Não me atreveria a fazer uma resenha do livro, mas citarei, no âmbito dos meus textos, frases que gostei e anotei com muito agrado. Adalberto também me convidou a aderir a uma nova página de “Antologia da Poesia Falada”. Aderi mas (ainda) não participei. Preciso de mais tranquilidade para estudar a melhor maneira de o fazer, com trabalho meu que ainda terá de surgir  especialmente para isso…

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Sei que querer é poder, ou pelo menos assim sempre me disseram. Então, eu quero ser livre porque eu decidi ser livre, logo, eu sou livre e pronto, dou alegremente um viva à minha liberdade! Mas, aos poucos, fui-me apercebendo que estava percebendo uma realidade assim meio que encarcerada. E que eu estava e estou do lado de dentro desse encarceramento, posto que é o lado em que cada adulto se olha interrogativamente como se perguntando onde é a porta de saída. Não, o meu querer não tem todo esse poder que o meu parco poder parecia querer.

À liberdade, à liberdade!

Brado eu, voz livre e forte!

Mas, oh triste verdade…

Livre, livre, só mesmo na morte…

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Decidi-me finalmente a reagir de alguma forma à perplexidade que gelou meus impulsos e me impediu de, com plena lucidez, colocar num texto algum pouco do muito que povoa a minha alma. Alma espupfacta e incrédula, aliás, ante loucas realidades nunca d´antes em pesadelos imaginadas. Não bastasse o pavoroso e sanguinário movimento da volta das cruzadas, desta feita em sentido inverso, uma vez mais, em muito pouco espaço de tempo, chocamo-nos com a tresloucada atitude de um piloto que trai todos os pilotos e a confiança de todos nós, usuários de um transporte que por si só tem tanto o que pode dar errado.

Costumo dizer que gosto de tudo o que voa, com ou sem asas. Confesso-me habitué de tudo quanto é site aeronáutico, principalmente técnico, incluindo nisso os sites de segurança e estatística, onde me mantenho permanentemente up-to-date no que vai ocorrendo em matéria de acidentes e incidentes, relatórios de investigação, boletins de segurança, etc., os quais deveriam, mas não me infundem, medo suficiente para desgostar de voar. Para grande parte dos componentes e sistemas vitais de uma aeronave, existem redundâncias que de forma automática assumirão em caso de falha.

Não menos vitais que os componentes mecânicos e eletro-eletrônicos, são os humanos que pilotam os computadores que em ultima análise controlam os comandos da máquina. Para eles, também existe a redundância de outro humano que assume imediatamente na falha ou temporária ausência do elemento principal. Foi necessário o sacrifício de adicionais cento e quarenta e nove vidas para deixar uma vez mais bem claro que, ao contrário dos componentes eletro mecânicos, a dupla redundância não é suficientemente confiável para o componente humano.

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Falar de mim…

dreams

Sei-me um mistério, porque eu próprio não logro desvendar-me. Mas duvido que algum dia eu haja deveras tentado penetrar e explorar as mais remotas áreas do meu misterioso eu, simplesmente porque temo. Temo-me, é isso! Prefiro então, não conhecer-me a fundo e gozar o meu gosto de sonhar-me diferente, lá, no âmago aparentemente hermético, onde as incertezas do que serei ou poderia ser, contrabalançam as decepções das certezas pelo que de fato não sou…

 

Sonho…e enquanto sonho,

desenho um mundo risonho

onde se não morre nem mata

Um mundo de faz-de-conta,

no qual o tempo não conta,

tão belo que só o sonho o retrata…

Acordo e nada, nada, fica de nada

da orgíaca miragem no vazio evaporada!

Sou todo incredulidade, sem nexo!

Agora, eu era um rei sem trono,

estranha alma, estendida ao abandono

aberrante imagem em espelho convexo.

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Tempos difíceis

Ocaso

Tudo parece voltar ao normal, seja lá o que “normal” signifique, só porque hoje é domingo e eu estou na estrada de novo, alternando sons do Chico (do CD ofertado pela Meg), com os Beatles, dos quais extraio elementos mitigadores dos efeitos colaterais da minha entrada na década VIII. É que eu sinto uma estranha sensação de alívio, ao escutar a obra e ainda melhor, as vozes de celebridades d’idades tão da minha idade. Estamos todos velhos, sô! A diferença entre nós está nas suas admiráveis criações e nas não menos admiráveis contas bancárias…ou talvez não, sabe-se lá – não lhes contei o dinheiro.”

O parágrafo acima foi, como é óbvio, redigido ontem com a pretensão de ser mais uma crônica das várias em que descrevi os meus tão manjados movimentos de “shuttle” entre Niteroi e Macaé e vice versa. Mas o intento foi interrompido por falta pura e simples de disposição, aproveitando a deixa de não ter como postar, porque deixei o tal de 3G com a minha menina.

Hoje, após uma semana de serviço externo, fui surpreendido com a notícia de mais alguns caríssimos companheiros de trabalho dispensados pela corrente desmobilizadora vigente. Não há nem como criticar as empresas, já que, dependendo de um único cliente mergulhado em crise, se veem forçadas a frenar projetos e reduzir despesas. Bem que eu me prometi voltar ao blog só com poesia e prosa poética, mas ainda desta vez não cumpro…

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Fusão

ele p&b

Sempre fui, tenho-o afirmado repetidamente, um especialista em erigir fantásticas construções alicerçadas no vazio, o que faz de mim um arquiteto de obras piramidais contidas no impossivel universo do meu imaginário. Essa é, provavelmente, uma filosófica contrapartida ao meu Eu bastante mais realista, ligado ao que é lógico e físico. Cada vez mais intensamente, é nas áreas surreais do meu imaginário que me surpreendo fraternalmente de mãos dadas comigo próprio em incomum convivência pacífica, o que é perturbador, no aproximar da data em que  completarei setenta e um anos e nove meses de existência…

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Inversão

É tão grande o lamaçal, é tão grande…

Quero manter-me calado, enroscado num casulo, mas tudo mudou e também os casulos não são mais inexpugnáveis. Invasores entram sem cerimônia com os sapatos cheios de merda, de merda, da merda onde se aprazem chafurdar. Estranho à Terra eu me sinto no momento em que tento ser o que por mais que tente nunca serei: Precisamente, o que sempre sonhei ser e não sou. Parece papo de doido e o pior é que é mesmo um papo de doido.

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Tento ser, mas não consigo!

Tento ver mas acho-me cego…

Estranho os valores que carrego,

questiono sentimentos que abrigo

Os valores que me hão ensinado

como apanágio do “homem de bem”,

são valores invertidos com desdém,

onde o bom é mau e o mal honrado…

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Vou ligar o foda-se e dormir, que no sono tudo alcanço…

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Segregação

herself

Faz algum tempo que não me visito. O diacho é que não estou mais sentindo falta de mim e por isso não me procuro. Secou, a minha alma, como a água das represas! Empoeirada alma, inerte e confusa com tantas miragens neste árido pedaço de deserto. O que, de alguma valia, eu me diria se me visitasse? Nada mais faz sentido, nada, nada, nada. A não ser ela, porque nela tudo volta a fazer sentido. É outro mundo, em outra galáxia para a qual eu viajo no espaço-tempo, à velocidade da luz. Visito-a, mas não me incluo na visita com medo de contaminar o encontro. É assim…segrego-me para ser feliz!

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H2O

O fraticida caminhava de pulsos amarrados, escoltado por gente armada e seguido por pequena multidão que ia engrossando conforme os mirones postados no caminho iam aderindo ao estranho e silencioso cortejo. O destino eu não sei, mas lembro-me de escutar que a Guarda Republicana estava a caminho para assumir e conduzir o preso para onde ele teria de ser posto a ferros. Esta é uma das indeléveis recordações de criança em que as imagens me ocorrem com perfeita definição, apesar da minha pouca idade – eu teria os meus cinco, talvez seis anos! Irmão matou o próprio irmão numa discussão sobre …água para a rega!

A região sudeste brasileira resvala para uma seca caótica de efeitos desastrosos e nunca esperados. Afinal, lembro-me, quando optamos por morar no país, alguém nos disse: “O Brasil é o país do futuro, porque tem muita água”!  Algumas particularidades surpreenderam-nos sobremaneira, no que concerne ao cada vez mais preciso fluido. Uma delas foi sem duvida a constatação de que os brasileiros dividiam igualmente o custo da água! Um sujeito que morava sozinho era obrigado a pagar o consumo de uma família de seis ou mais, porque não havia hidrômetros individuais, coisa que nunca havíamos visto!! Quarenta anos depois continua não havendo hidrômetros nos edifícios de apartamentos, mesmo os de recentíssima construção. Na míngua e consequente elevação do custo do liquido da vida, prevejo violentas querelas. Mas…quem sabe, deus seja mesmo brasileiro e recomeça a chover e tudo vai continuar igual…

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