Posted in Uncategorized on 28/02/2023|
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Sou fascinado pelas sinfonias de Gustav Mahler – de todas elas, sem exceção, de 1 a 10. Pouco antes da peste chinesa, fiquei fielmente ligado na LSO – London Symphony Orchestra, sob Simon Rattle, num período dedicado a Mahler. Com alguma sorte, quando a sala do Barbican Centre era completamente vendida, alguns concertos acabaram transmitidos ao vivo. Eu não perdi nenhum deles e não deixava de interagir pelo chat, exteriorizando meu aplauso e mexendo com a admirável Maxine Kwok, virtuosa primeiro violino que sempre usou os cabelos tingidos com as cores do arco iris. Ela é amiga de Sara Chang, outra grande violinista de quem sou super fã. Eis que Mahler me arrasta de novo por novas emoções com o sucesso de um filme de Hollywood em torno de uma maestrina genial, temperamental e de poder à flor da pele, como nem tão raramente poderemos encontrar na vida real. Lydia Tár é uma personagem fictícia, mas foi tão magistralmente trabalhada pelo Screenplay writer e diretor Todd Field e na extraordinária envolvência de Cate Blanchett, que, confesso, cheguei a procurar no Google, convencido tratar-se de mais um trabalho de cine biografia. Na sequência, gastei horas assistindo teasers, entrevistas e discussões, cada vez mais subjugado pela inteligência e capacidade de toda aquela gente. Blanchett não é condutora, é atriz, não é alemã, é aussie, mas a performance dela como condutora é elogiada por eminentes maestros e ainda, nas cenas de ensaio com a orquestra é em língua alemã que ela se expressa! Para mim, grande admirador de mulheres inteligentes, é assunto para continuar curtindo quando assistir ao filme. Sim, porque a verdade é que eu ainda não tive oportunidade de ver o filme e, permitam-me, estou tão fascinado pelo que vi e ouvi e ainda ouço no Youtube, que fico até com certo receio de me decepcionar!…
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