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Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Intermezzo

Na TV, embrenhei-me de novo num dos jurássicos episódios de pré-históricos seriados, que me tirou a atenção de mais atuais e tristes acontecimentos que tanto machucam meu coração. Desta vez deliciei-me com uma das mais interessantes ações de Vera Stanhope, Chief Inspector Detective, até que repentinamente, a porcaria do sistema falhou e pronto, lá fui eu de volta para a música do Youtube. Acontece que o acaso me serviu a que eu elegi como a mais extraordinária e retumbante performance da por mim tão amada e admirada área da Raínha da noite da ópera Flauta mágica, na fantástica voz e interpretação cênica de Diana Damrau!…

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Amar

Os anos vão decorrendo,

a paixão terá amainado;

Mas o carinho vai crescendo,

ao amor sempre amarrado…

Perguntaram-me num belo dia

Se eu sabia o que era amar

Eu disse que sim, que sabia,

ainda que do meu jeito peculiar…

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Utopias

Por mais chocado que me sinta com o sofrimento, perdas e mortes com o apavorante período de violência dos elementos da Natureza em várias regiões do planeta, sigo cético e negacionista irredutível, no que concerne a considerar que os acontecimentos meteorológicos extremos cessariam, caso a humanidade descartasse totalmente a tecnologia e retornasse às cavernas…

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Escutar ou ler do dia a dia, é uma pavorosa experiência de assustadora realidade da qual tento, debalde, livrar-me. Por isso, para além das leituras mais amenas e da música, dei em ligar a TV e optar pela relativa violência servida nos velhos seriados policiais, há vários anos repetidos ad nauseam. Pelo menos eu sei que aquilo que ouço e vejo, conquanto sugerindo violência, são dramatizações urdidas na forma de entretenimento. Nos meus oitenta anos, sinto-me cansado e desejoso de alhear-me de tudo, já que todas as desgraças, guerras e disseminação de diabólicos poderes e revoltante inversão de valores acontecidos no decorrer da primeira metade do século XX, estão de novo presentes e em dobro, um século decorrido…

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Bolo-Rei fora de época, só Bolo-Rei de qualidade duvidosa. Mas eu queria comer Bolo-Rei, mesmo de baixa qualidade, acompanhado de um vinho branco bem seco, de boa cepa alentejana de, no mínimo 13º GL. E assim aconteceu, porque eu assim o quis. Esse desejo aflorou, após eu haver desabado com todo o meu peso, de peito e focinho, no chão que eu estava diligentemente aspirando com um potente AEG! Certamente que ganhei um enorme hematoma sobre as costelas, tal a forte dor que sinto no meu peito, mas, pelo menos até este momento, sob os efeitos do tal néctar alentejano, não tenho nenhuma intenção de ir procurar onde fazer um raio X para ter a certeza de que não tenho nada quebrado. O pior é que eu gemia alto ainda estirado no chão, apertando o lado esquerdo do peito, quando a Nina veio acudir e achou, muito legitimamente, que eu estava tendo um ataque cardíaco!…

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Gripe

Poucas situações me fazem tão irascível como um forte resfriado com tosse e demais componentes. Fico sem vontade nenhuma de conviver e ver pessoas, até porque tenho ganas de me esconder de mim próprio. As mulheres aproveitam para alfinetar que os homens deveriam ter um filho para saberem suportar dores e incômodos e deixarem de “ser frescos” ao enfrentarem uma simples gripe. Mas esta minha gripe, ou resfriado, ou que lhe queiram chamar, está durando muito tempo! Será que eu tenho mesmo de ir ao médico?…

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De Macho

Caminho a passo apressado ma non tropo, ruminando qual seria o tipo de semblante a usar ao chegar ao salão de beleza, trazendo a chinelinha certa; “Qualquer coisa menos rir”, pensei; “cara de macho”; e acrescentei reforçando: “macho alfa”, de preferência. A insegurança, claro, havia sido criada por mim próprio, alguns minutos antes. Eu conto: A Nina foi tingir o cabelinho e, enquanto o fazia, decidiu tratar e embelezar as unhas dos pés e mãos – coisa normal e até aí, tudo bem. A coisa começou porque eu fiquei em casa e ela me ligou: “Escuta; eu decidi fazer o pé e preciso que me tragas aqui uma chinelinha que podes encontrar na sapateira do meu lado” – pontoevírgula. Solícito, lá fui eu desincumbir-me das ordens recebidas, entregando-lhe, na presença da mulherada, a chinelinha por mim escolhida. Ela era linda, discretamente rosa e, a meu ver, muito fofinha e tesuda. Mas a chinelinha de quarto que eu tanto gosto de ver nela na intimidade da alcova, parece que não iria servir para sair na rua de volta a casa, preservando as unhas com o verniz ainda não curado! Eu digo a vocês: A gozação foi indescritível e, como imaginam, eu me senti o babaca mais imbecil da história recente de qualquer lugar conhecido ou não. Mas eu fiz valer naquele momento e de novo, o verdadeiro valor de carácter e colhão roxo de um petroleiro vezeiro no arrisco à vida e valente pra caray: Fiquei sentado e não arredei pé esperando por ela, com raiva contida enquanto interpretava sorrisos mais ou menos descarados…

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Meio século

Não esqueço, Não perdoo.

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Memories

Suponho que todos nós, de uma ou outra forma, poderemos ser assolados por recordações, boas ou más, de momentos da vida trazidos de volta ao pensamento, propelidos por uma composição musical. Não raramente, uma simples canção leva-me irresistivelmente a um lugar que adoraria rever. Como exemplo, se por acaso eu escuto qualquer das faixas de uma gravação ao vivo da Cristina Branco do ano de 2006, imediatamente me encontro caminhando ao longo das margens geladas do Rio Aura, e posso projetar na minha mente cada curva do rio, cada detalhe, os grandes veleiros que são minha paixão e parte integrante do cenário, como o belíssimo “Sigyn” e o Suomen Joutsen. Voltar à Finlândia, afinal, é muito menos realizável, que sonhar acordado enquanto meus ouvidos captam trechos da gravação que agora a Nina está escutando…

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Insólito

Ainda ensonado, olho através da vidraça da cozinha: o tempo está cinza e, confesso, eu voltaria de bom grado para a cama. Mas prefiro preparar a velha cafeteira de pressão comprada na Rinascente em Milão, nos velhos tempos em que eu viajava de férias e me considerava muito feliz. Não é que eu não seja feliz, mas é muito diferente, a felicidade que eu sinto com as atuais influências e limitações da minha realidade etária. Mas, eu queria mesmo era contar que, olhando através da vidraça da cozinha, eu vi, incrédulo, um fulano jovem, alto, magro e bem parecido, caminhando descalço pelo asfalto e vestindo apenas uma cueca tipo slip, que me pareceu uma Zorba semelhante às que eu pessoalmente uso! “Ora vejam!”, pensei com meus botões: É preciso ter coragem! Ou será efeito do ácido que terá tomado? Enfim, não julguemos temerariamente, mas duas mulheres que com ele cruzaram, pararam e se voltaram para filmar com seus celulares, também elas julgando insólita tal cena! Acendi as luzes da cozinha e, inexplicavelmente lembrei da professora Dona Aurora. Ela diria num carregadíssimo sotaque portuense: “Nosso Senhôer nos diê bom dia!”…

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