Acordo com um solzão abrilhantando este dia primeiro do ano de vinte e cinco, com uma estranha e teimosa compulsão para trautear “A Mula da Cooperativa”; primeiro em silêncio, como se ainda sonhando, depois a viva-voz. Nas primeiras e ainda ensonadas olhadas através das janelas, vejo que largaram uns sacos de lixo do outro lado da rua grande e que, na outra via, os vizinhos moradores de rua, lá, no mesmo quarto de dormir, na entrada magnífica de um Banco, viraram do velho para novo ano de miséria igual. Então me pergunto onde está a novidade além do calendário? A nossa virada, no acolhedor ambiente da familinha local, incluiu uma tacinha de autêntico Champagne que, ainda que bruto, teve a virtude de suavizar o meu dia meio mal-humorado e de pressão sanguínea acima do normal.
Tenham todos um magnífico ano de 2025!
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