Sou fascinado pelas sinfonias de Gustav Mahler – de todas elas, sem exceção, de 1 a 10. Pouco antes da peste chinesa, fiquei fielmente ligado na LSO – London Symphony Orchestra, sob Simon Rattle, num período dedicado a Mahler. Com alguma sorte, quando a sala do Barbican Centre era completamente vendida, alguns concertos acabaram transmitidos ao vivo. Eu não perdi nenhum deles e não deixava de interagir pelo chat, exteriorizando meu aplauso e mexendo com a admirável Maxine Kwok, virtuosa primeiro violino que sempre usou os cabelos tingidos com as cores do arco iris. Ela é amiga de Sara Chang, outra grande violinista de quem sou super fã. Eis que Mahler me arrasta de novo por novas emoções com o sucesso de um filme de Hollywood em torno de uma maestrina genial, temperamental e de poder à flor da pele, como nem tão raramente poderemos encontrar na vida real. Lydia Tár é uma personagem fictícia, mas foi tão magistralmente trabalhada pelo Screenplay writer e diretor Todd Field e na extraordinária envolvência de Cate Blanchett, que, confesso, cheguei a procurar no Google, convencido tratar-se de mais um trabalho de cine biografia. Na sequência, gastei horas assistindo teasers, entrevistas e discussões, cada vez mais subjugado pela inteligência e capacidade de toda aquela gente. Blanchett não é condutora, é atriz, não é alemã, é aussie, mas a performance dela como condutora é elogiada por eminentes maestros e ainda, nas cenas de ensaio com a orquestra é em língua alemã que ela se expressa! Para mim, grande admirador de mulheres inteligentes, é assunto para continuar curtindo quando assistir ao filme. Sim, porque a verdade é que eu ainda não tive oportunidade de ver o filme e, permitam-me, estou tão fascinado pelo que vi e ouvi e ainda ouço no Youtube, que fico até com certo receio de me decepcionar!…
Tár
28/02/2023 por Nelsinho
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Gosto de Mahler, mas não chego a essa veneração do amigo Nelson…
A musica de Mahler é difícil, profunda, psicológicamente conturbada. Genial, apesar de tudo. A 2ª e a 8ª são um gigantismo em número de instrumentos e em vozes dos imensos corais! A 5ª foi concluida já no seu casamento com Alma Schindler, evento feliz mas não por muito tempo. Alma era excelente compositora, mas reduzida a dona de casa (e mãe), por falta de suporte e digamos, machismo do marido. Acabou em doloridos cornos e separação. Mahler repetidamente implorava que sua “Almish” voltasse. A morte da caçula Maria com 4 anos apenas, agravou seu sofrimento. Ao completar a 9ª, que termina com looooongo silêncio como que antevendo sua própria morte, Mahler estava com grave doença cardíaca, que acabou sendo a causa de seu falecimento, antes de concluída sua 10ª sinfonia, da qual obviamente não viu a première.