“Boa noite, Tito Paris, muito gosto em revê-lo!”; e apertamos efusivamente as mãos, enquanto cruzávamos a entrada para o hall do teatro. Tito terá ficado a dar voltas ao miolo, de onde conhece o fulano que o cumprimentou como se tratasse de pessoa chegada ao seu núcleo de conhecimentos, ou núcleo profissional. Porque um simples fã teria provavelmente pedido uma selfie, ou um autógrafo colhido no programa da noite, que era de música clássica onde o artista era, como eu, mero espectador. Mas eu me classifico como um admirador do trabalho de Tito Paris e isso não inclui bajulação. Foi Nina que notou ao nosso lado a sua figura típica, com seu clássico boné. Aposto que por debaixo da samarra ele usava os indefetíveis suspensórios, outra das suas marcas pessoais. Enfim, admiro Tito Paris, não só porque ele é um bom músico e tem uma voz que muito me agrada, como e principalmente, por tão belas melodias que produziu para a Cesária Évora, diva da música cabo-verdiana. Na minha juventude em Angola, fiz-me apaixonado por mornas e coladeiras.
Agradou-me muito o concerto da noite, com a excelente Orquestra Clássica Metropolitana em toda a sua juventude! Abertura Coreolano, de Beethoven, Concerto para saxofone, de Glazunov, Sinfonia incompleta de Schubert. Menção especial para o solista, saxofonista M. Teles – admirável performance!
Exercendo um direito de fã …