
O Sol nasceu filtrado, em rubro penetrante que escorria pelas frestas e fenestras até avermelhar o banquinho e a guitarra, no seu cantinho feito um palco iluminado… Em pouco tempo, abria-se, poderoso e quente, neste dia de sábado de céu glorioso. Glorioso e escandalosamente azul! Nina excedeu-se na preparação de um red fish dos gelos, que escapou à voracidade dos bacalhaus para acabar no nosso forno. Enquanto sua alvíssima carne era lentamente saboreada, ocorreu-me imaginar e descrever um daqueles pedacinhos no fundo de um enorme prato ornado com dois arabescos feitos com fios de azeite, um touch de verde com pequeninas folhas. O nome do prato no Menu seria “Poisson Rouge aux fines herbes”, com duas estrelas no Michelin. Degustei mais um gole da minha taça de vinho tinto, fermentado de uvas das castas Aragonês, Castelão e Trincadeira, colhidas nas vinhas das terras quentes do Baixo Alentejo,13,5% GL com excelentes sabores frutados, de 5 euros por litro, como se fosse um “gran cru” de preço extravagante. Como sobremesa, optei por um Romeu e Julieta com queijo de ovelha curado, marmelada caseira feita pela minha irmã, com banana da Costa Rica. Não resisti e fui dormir a sesta…
Que delícia, amigo Nelson… tem-se vontade de estar participando desse momento tão especial. Você merece!
Obrigado, amigo Beto Queiroz! Procuro tirar o maior proveito da estadia aqui!