Aturdidos são meus versos, muito mais que a minha prosa poética. Em outros tempos pretéritos, eu beberia em busca de inspiração e coerência, mas, como sempre, só conseguiria perder-me de ambos. Licores fortes, destilados diversos, destilavam-me os medos dos perigos emboscados nas sombras da ameaçadora mata. Sobreviver era preciso. Ainda é, por tantos outros perigos igualmente letais. Viver é uma aventura perigosa, sim, como não? Até hoje rejeito qualquer explicação do porquê da morte, que, dizem, é inevitável, salvo para os imortais, entre os quais eu teimava em incluir-me. Treta que em parte abandonei, por força dos meus relativamente recentes padecimentos físicos…
Aturdido
02/09/2021 por Nelsinho
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Veio-me à mente o livro “Morreste-me” do luso J. L. Peixoto…
Não li, mas o título é por demais atrativo! Anotado. Grato, mestre!
Nelson: o Peixoto escreve para agradar o leitor que não encara “tijolaços”, mas é prosa sintética e forte, como o tema.