
“…te vengo a ver/Cuando será domingo, cielito lindo, para volver…”
Nos meus dourados dias de middleteenager , quando tentava fazer um cover de Luiz Alberto Del Paraná mas só o conseguia, no mínimo, dois tons abaixo e mesmo assim nem sempre os dobrados para falsete saíam bem, domingo era mesmo domingo. Dia de ir à praia, crestar a pele sem qualquer proteção, mergulhar, cheio de vida, em águas cristalinas igualmente cheias de vida…
As recordações afloraram porque a Nina contou-me das confusões noturnas a que o seu subconsciente a submeteu sobre o calendário, realidade do dia da semana, o ser ou não ser domingo. Para mim, a noite foi meio tempestuosa mesmo, com muita chuva e ensonadas caminhadas pelo quarto, contrariando as cãibras.
Domingou, afinal, cinza-chumbo de veladas ameaças de tempo incerto, nestes tão incertos tempos. O café da manhã alegria me deu – Café forte que preparei naquela habitual cafeteira italiana de pressão, sobrevivente de múltiplos esquecimentos meus. No pratinho, os kitutes by Nina: Pãozinho caseiro, aletria gelada, bolo de banana. Tudo da melhor e mais gostosa excelência domingueira!
Aletria: não conhecia e fui ver no Google. Parecido ao nosso arroz-doce, dizem.
Assim é! O arroz-doce também figura nas tradições culinárias lusas. Mas dispenso-o pela aletria, minha alegria nas mesas de Natal em criança. Adoro aletria gelada na manhã seguinte à sua confecção! Um abraço!