Fui acordado na madruga por dolorosérrima cãibra nos tendões dos pés. Caminhei a sonolência em silenciosos gemidos pelo quarto e banheiro. Na volta ao leito, sono perturbado por constatar não ser sonho a nossa conturbada realidade, corujei a escuridão sem um pio até que, já com um pouco de claridade penetrando pelas frinchas da cortina, finalmente apaguei pela eternidade de uma inteira hora.
Constato que partículas malcheirosas de substrato fecal, seguem desaguando a cada momento no meu FB. Mas devo com humildade dizer que sempre desisto de desistir dessa coisa afinal nem tão completamente inútil, porque, querendo continuar a alimentar o meu Blog e estando os blogs muito esquecidos para não dizer em desuso, o FB é, em última análise, a única forma de arrastar alguns pouquíssimos leitores para as minhas Mukandas.
De resto, digo que os meus problemas de alergias nas vias respiratórias continuam, permanecendo portanto posicionado entre os que dependem do isolamento para lograr sobreviver ao surto de C19. No entanto, tem o abastecimento e tem também a chamada para a vacinação contra o H1N1, que ainda não tivemos coragem de atender. Ontem, sábado, dediquei boa parte da tarde concluindo a interrompida operação de troca de encordoamento da guitarra portuguesa, sua final afinação, e reinício de estudo de escalas, acordes e exercícios de dedilhar com as unhas postiças, coisa nada fácil – Para mim é bem mais prático usar palheta, mas isso é um escândalo para os mestres puristas…
Hoje tem almoço de punheta de bacalhau, mas oh tristeza das tristezas: Não há mais vinho em casa!!
Mais um post pra nos fazer pensar sobre a Quaresma & a Quarentena.
Bem, com ou sem “mestres puristas”, grave um videozinho com a sua guitarra portuguesa pra nós, seus leitores.
E, finalizando, uma nota de humor: a expressão final do post, deve levar o incauto leitor brasileiro à incompreensão — falo de “Hoje tem almoço de punheta de bacalhau…” O Mário Prata publicou o “Schifaizfavoire” que pode ajudar o dito cujo leitor. Veja o verbete:
“Punheta. Punheta de bacalhau. Excelente iguaria da cozinha nativa. Trata-se de um ´bacalhau cru desfiado` à mão. Com uma cervejinha bem gelada, é o que há.”
Portanto, se o amigo não tem estoque de vinho, mas possui cerveja, delicie-se com.
O link do dic. do Mário vai aí pra quem interessar por mais diferenças culturais entre nossos países.
Abraço do BETO.
Muito obrigado por vir, querido amigo! Quando tiver mais um pouco de destreza e segurança no instrumento, ensaiarei alguma coisa para gravar. Eu gosto da punheta de bacalhau acompanhada de vinho branco bem gelado, ou mesmo champanhe, mas reconheço que também não vai mal com cerveja! As diferenças em expressões idiomáticas e até mesmo nos nomes das coisas do dia a dia são imensas e divertidas. Não esquecer que essas diferenças existem também de região para região, o que é extraordinário num país tão pequenino! Se vocês visitarem a Madeira e os Açores, garanto que terão imensa dificuldade em entendê-los! Essa diversidade de expressões e termos, faz da língua portuguesa uma riqueza admirável!
Um grande abraço!