
Terçafeirei a madrugada de ventos uivosos e chuvas torrencientas, aninhando-me na minha fonte permanente de calor. Mas ela, a minha fonte, ficou com calor e correu comigo. Olhei a noite através da vidraça, por sobre o cartaz que diz “Vende-se” para informação de possíveis aves letradas que eventualmente façam voo pairado naquele nível. Depois urinei e flatonitruei a madrugada do meu wuthering height, sem culpas ou, no máximo, com vagas culpas e idióticos risos de volta para o meu aninhar – logo repelido. Agora já é uma manhã chuvosa. Humor de má catadura, penso em voz alta: “Que vida a minha, porra!…”
Estás a falar com um português.