Aquela luz na escuridão
que tão brilhante se via
corpo errante se alumia
em misterioso clarão…
…Mas clarão algum se via na madrugada do meu despertar de olhos esbugalhados tentando enxergar errantes corpos, que houvessem logrado materializar-se apeando-se dos meus mal sonhados dormires diretamente no nosso quarto. A unidade de ar condicionado, que neste verão tem sido responsável por violentas mordidas no combalido orçamento, lá continuava seu ronronar…
Depressa esqueci mais um dos novos sonhos sem pés nem cabeça que teimo em descrever, mas que raramente me atrevo a postar. É domingo e amanheci numa clínica acompanhando a minha maisquetudo para um programado check up. Domingo, aprendemos, podem-se conseguir reduções muito significativas em exames tais como, e.g., o TAC (tomografia computadorizada).
Para ocupar a relativamente longa espera, dei continuidade à leitura de “A Sibila”. É, na prática, um estudo, este texto de Agustina Bessa-Luis na sua forma original! Em que pese a dificuldade inicial que senti na identificação e colocação dos personagens ao longo dos primeiros capítulos, o que de certa forma tumultuou a leitura, o livro foi paulatinamente cativando o meu interesse e admiração ao ponto de me surpreender emocionado! Quanto à menina ou senhora que adquiriu o volume em primeira mão, parece ter-se dado muito mal; Suas anotações a lápis não passaram da página 60, sublinhando a frase “…Era uma proprietária madurona, alambicada de fidalguias…”. É óbvio que a criatura desistiu antes de completar o primeiro quarto do livro!
Que coisa mais bonita, Nelsinho.
Grazzie Falzinha por vir e opinar! Um beijo.