Hoje é sexta, na iminência de entrarmos na derradeira semana de março, do derradeiro ano desta década. Aflorou-me a lembrança de que os que eram bebês no momento do inferno do WTC, estão entrando ou até já entraram na universidade, sendo esse e outros eventos do início do milênio, para esses jovens, nada além de histórias escritas na História. É claro que eu realizo estar a fazer chover no molhado, mas apeteceu-me falar porque comprei um livro escrito e publicado em 1953 e de repente me senti, de forma ultrarrealista, ao tempo da publicação com os meus nove anos num daqueles dias mais comuns, saindo para a minha escola carregando a bolsa com a lousa, as penas de ardósia, os lápis e demais itens. Parece que foi hoje de manhã!…
O livro, que comprei no Sebo, ou, em bom lusitano, no Alfarrabista, é “A Sibila” de Agustina Bessa-Luis, que procurei depois que Adalberto De Queiroz compartilhou uma excelente resenha escrita por Euler de França Belém à Biografia de Agustina, de Isabel Rio Novo, publicada no Jornal Opção. Em adição aos interesses do texto – ainda estou no inicio – divirto-me com as frenéticas anotações da compradora original do volume, provavelmente estudante de literatura, visivelmente tumultuada com a profusão de termos e frases regionais, além de frequentemente substituir acentuação original, sentindo-se incomodada com os casos de acento agudo em vez do circunflexo usado na grafia brasileira, cruzar o “H” da palavra Húmido e outras “correções” inerentes ao seu aprendizado do idioma…
Republicou isso em Leveza e Esperançae comentado:
Sibila.
Bravo! dileto amigo luso-brasileiro!
Muito honrado me sinto pela sua presença, Caríssimo!!