Vi Caetano, por cuja obra poética e musical eu tenho grande admiração, numa gravação no YouTube, garantindo ser “mais à esquerda que ele…”, referindo-se a Gabeira. Minha memória desfilou um rosário de personagens que povoaram minha nem sempre tranquila juventude. Pelo menos um deles, apareceu-me entre as brumas acenando aquele mesmo ridículo livrinho vermelho do mao. As palavras de um outro presente ainda repercutem após mais de meio século: “…pouco importa quão extremado esquerdeiro tu sejas, camarada; Irás, cedo ou tarde, ser destratado por um outro camarada que se autoproclamará muito mais à esquerda que tu e para quem nada serás que um mísero reacionário!…”
Nada mudou…
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