de Janeiro a Janeiro,
venerei-te por inteiro,
por décadas da minha vida!
Mas agora resolvi deixar-te…
decidi as costas voltar-te
a ti, que me deste guarida!
Tempos difíceis, ó Rio!
Nem eu posso acreditar
vou friamente te abandonar,
ó cidade maravilhosa,
ou, enfim, outrora maravilhosa…
Lembrar-te-ei com carinho,
ao escutar bossa, chorinho
tua música tão gostosa…
Das barcas o vai e vem
rostos sem rosto que passam,
se cruzam, se ultrapassam
buscando quem está além…
Vozes cariocas na multidão
que contam piadas brejeiras,
escondem verdades inteiras
de mágoa e de solidão…
Irei deixar-te, ó Niteroi,
Gragoatá, Flexas, Icaraí
parte de mim fica por aí, olhaí!
Ainda nem fui mas já dói…
Já dói, já dói!
***
A gente anda, anda, anda…depois desanda!
Dos muitos lugares onde morei no decurso da minha vida, foi a cidade de NIteroi, área metropolitana do Rio de Janeiro, o nosso mais duradouro lar: Exatos trinta e cinco anos!
Ao longo de todo esse período fui, em relação à cidade e região do Rio de Janeiro, do deslumbramento e orgulho de nela viver, até à perplexidade presente. Afloram ainda aqui e ali flashes de paixão em relação a locais, monumentos e natureza; Diferente, porém, da paixão intrínseca e permanente que em mim a cidade noutros tempos gerava.
The Oilman is going back home (Portugal)?
More likely, Master!
Há um ou dois comentários para o Nelsinho lá no Sub Rosa. Grande abraço, no meu querido e fraterno Amigo. Meg
E o poema é muito, muito bem feito!
Obrigado, Meg!