
São Tomé do Paripe, Bahia. Estou numa Pousada, única, dizem, habitável nestas paragens. Neste exato momento, decibéis explodem aqui na volta em nível que penso serem na razão inversa do QI dessa gente. A “musica” (?) repete sem parar “…é trinta e um, três, três, três, três…” em ritmo de bate estaca. Aprendo que é propaganda de um politico e ocorre-me que, fosse eu um eleitor, trataria de votar no pior inimigo desse tal de 313333. Parece-me numero de presidiário, bastante adequado para essa fauna.
Este é o segundo domingo da minha segunda viagem e estadia por aqui, sem que até este momento me haja ocorrido qualquer mote válido para uma crônica, depois daquela primeira expressando meus sentimentos no reencontro com a plataforma que ajudei a converter e onde vivi muitos anos de luta. O meu cotidiano por aqui, é entre ferragens de Sol a Sol, de segunda a segunda, sem subsídios para compor um texto com atrativos.
Por outro lado, aproveito como nunca todos os momentos livres e inspirações súbitas para prosseguir no meu projeto de um livro cuja preparação está em boa marcha. Se separo toda a inspiração para criar textos para o livro, só as sobras seriam aproveitadas para alimentar o Blog ou algumas publicações no Face Book. Essa é, sobretudo, a razão da minha ausência de diversos sites e Blogs de Literatura dos quais sou integrante, muito especialmente dos que foram criados e são mantidos pelo admirável escritor, editor e poeta goiano Adalberto de Queiroz.
Acontecimento de destaque absoluto no período: O nascimento da minha netinha Clarice, sexta na série de netinhos que ganhei das minhas filhas Mônica e Vanessa. Vale repetir que, não tendo tido qualquer influência na escolha de nomes para os meus americanos, fui atrevido em sugerir e acabaram sendo aceites os nomes de Isadora, em homenagem a Isadora Duncan e Clarice em homenagem a Clarice Lispector, duas poderosas mulheres a cujo talento sou completamente rendido.
Vivas à Isadora e à Clarice!
Obrigado, Mestre Queiroz!