
O brilhantísso, criativo e emocionante espetáculo de encerramento da Olimpíada ontem à noite no Maracanã, serviu para reafirmar o que vimos na abertura: A indiscutível genialidade e capacidade de todo esse povo que anualmente produz e monta a maior peça a céu aberto do Planeta, que são os desfiles das escolas de samba durante o carnaval! Em nenhum momento tive duvidas de que o show seria inesquecível!
Por outro lado, apavorantes e sangrentos atos de autêntica guerrilha urbana no decorrer das semanas que antecederam o início dos Jogos inundaram-me de extrema preocupação e de incredulidade quanto à segurança de tanta gente. Cheguei mesmo a escrever na minha folha do Face Book, que não aconselharia nenhum dos meus familiares e amigos a virem ao Rio de Janeiro para o evento. O aparato de segurança reunindo forças armadas e polícia aparentemente funcionou, malgrado alguns acontecimentos escabrosos e só vistos em países em guerra, como o intolerável ataque na Vila do João a uma unidade da Força Nacional. Receios de muitas mais coisas muito ruins foram ficando para trás e não há tanto, afinal, do que nos queixarmos em termos de segurança. “Só” têm que garantir esse mesmo nível de segurança ao cidadão depois de terminarem todos os eventos em curso.
Confesso haver sido um áspero crítico da derrubada do elevado da perimetral, por considerar essa derrubada tão negativa quanto a sua construção. A via, feinha, deselegante, tinha tudo a ver com uma área portuária feinha, deselegante. No entanto, era uma via importante e poderia seu visual ser muitíssimo melhorado, à semelhança do que tive oportunidade de admirar em Singapura, terra de superlativos, que apresenta incontáveis vias rápidas elevadas passando em locais altamente turísticos. Os elevados são cuidadosamente pintados, decorados, adornados com canteiros floridos, dentre outras formas de suavizar o aspecto frio e triste dessas coisas de betão e ferro.
Enfim, o elevado foi derrubado, substituído por tuneis que funcionam bem e toda a área portuária se transformou de forma radical, com resultado urbanístico excelente. Tenho até vontade de dizer que só está faltando algo como uma “Opera House” ou complexo de Teatros de arquitetura moderna, para que me sentisse ainda mais propenso a comparar todo o resultado com o que vi e vivi na admirável cidade de Singapura. Caminhei numa dessas tardes de feriado municipal da Praça XV até à Praça Mauá através das áreas da Marinha, cujas instalações estavam abertas para visitação de Navios de guerra, submarinos, dos magníficos Navios-Escola de Portugal (NRP Sagres) e do Brasil (Nve “Cisne Branco”) e até de uma réplica da Nau de Cabral. A multidão não permitiu fazer as fotos que gostaria, mas lá voltarei com mais calma para visitar os museus e clicar muito mais, contar muito mais…
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