Tusso, e quando tusso, a tosse de mim toma posse como se eu fosse a própria tosse. Ah, sim. Tenho de ir ao médico. Sei que tenho e não só por causa dessa tosse que me amofina há alguns dias. Já fez um ano e sei que ele está lá atrás da porta me esperando de dedo em riste…que coisa triste! Quero dizer: Refiro-me a ele, o urologista, que não é triste, é todo sorrisos. Pudera! Não é no dele…Mas eu preciso mesmo é de voltar à poesia, porque ela, a poesia, é meu oratório, minha cura e nessa cura ela não procura invadir o meu subilatório, oras…
Esqueci-me de ser feliz, feliz
A poesia eu deixei, sentido
Destruí versos que não fiz (ou fiz?)
E o poeta abandonei, traído
Nos meus lábios o sabor, do sal
Das lágrimas que a sorrir, vertí
Tão tristemente me alegram, afinal
estas rimas que, repentista, escrevi
Então tá…
Ah, o sal entre o Brasil e Portugal…
“do sal
Das lágrimas que a sorrir, vertí.”
Bravo!
Obrigado, Adalberto!