Sem resposta concreta, sigo questionando-me sobre a razão destas minhas corridas feito um “shuttle” num vai-vém Macaé X Niteroi/Niteroi X Macaé. Corro eu contra, ou a favor do Destino? Reparem que escrevi Destino com maiúscula, porque não é ao destino do trajeto que me quero referir. Lembro em criança ouvir falar que “ninguém foge ao seu Destino”. Quererei eu fugir ao meu? Pensando bem, acho que fui predestinado a driblar o meu Destino, seja lá o que o meu Destino ainda me reserve. Nas minhas lucubrações, “Destino” é “Fado” que se canta em tom magoado, mas sem relação com a morte, que por isso se chama morte e não destino.
Esse meu papo é porque senti-me corar (ruborizar, se preferirem), ao abrir a porta do green house aqui em Macaé sem conseguir encontrar explicação cabal e de plena justificação para a minha descida para Nikiti ontem de madrugada. Porque fui?…Fui porquê? Rodar 2X175 Kms só pra rodar o fifty shades of f*#”ktup?! Inverossímil! É claro que eu estava com saudade da minha mais-que-tudo e fui dormir com o cheirinho do travesseiro dela; Isso seria a explicação certa,não estivesse eu com uma das minhas crises de alergia respiratória, mais anósmico que nunca. Não sentiria o cheirinho dela, nem que lhe fungasse o cangote em pessoa.
Enfim, fui, provavelmente, para sentir-me em casa, solitário e carente, no limiar de completarmos cinquenta e dois bem contados e rápidos anos de relacionamento, em busca de inspiração para um retorno à poesia tão afastada de mim. Acabei por me sentir satisfeito com esta alternativa mas, ó tristeza: Do poema, nem um esboço…
Contentemo-nos com a crônica do poema que se esgueirou em algum ponto da estrada…
Vamos dar um pouquinho mais de tempo ao tempo, caríssimo poeta! “De repente, não mais que de repente”… a poesia poderá começar a fluir (espero)!