Realizo-me em frenéticas tentativas de açambarcar o mundo com pernas, braços e alma. Mas tudo dá em nada: Segue-se uma penosa sensação de ser pessoa de absurda inutilidade – such an useless person – em qualquer idioma, em qualquer campo de qualquer campo…
A minha + que tudo viajou e no que o fez, deixou-me viajante d’um turbilhão de frustrações várias e várias e várias. Sou obrigado a reconhecer que, é muito claro, tudo o que eu queria era ter ido junto. Mas não fui e fiquei comigo próprio, falso e insuportável companheiro. Gastei meio sábado desocupando um armário de bugigangas informáticas que jamais voltaria a usar; Doei gabinetes de CPU com drives jurássicos que ainda funcionam, teclados, estabilizadores de tensão, altofalantes de multimídia, sacolas estufadas com cabos e conectores de todo o tipo e até um monitor flat screen em perfeito estado. Também baixei updates no Tom Tom depois de pagar o que me pediram, esperando que essas dispendiosas atualizações correspondam à realidade. Ao final, descobri-me havendo recobrado um pouco da minha autoconfiança e estima.
O que um sacrificado, mutilado e heroico pescador das geladas águas da Terra Nova tem a ver com Clarice Lispector? A pergunta é perigosa e de resposta complexa, na medida em que seria seguida por: “Justifique”! E “justificar”, significaria desenvolver um encadeamento de ideias e lógica de pontos de vista que poderia até dar quase como que uma tese. Terminada a leitura das extraordinárias aventuras de Howard Blackburn em “Lone Voyager”, volto para Clarice, por quem me confesso apaixonado.

O exercício da escrita é muito fascinante, pois quanto mais escrevemos mais temos vontade de escrever. É bom ver como você tem crescido na escrita.
Oi Cissa!! Que feliz fiquei!…:)