Incrédulo, li e reli as inesperadas sílabas: “I-NA-PTO”!! Seguiram-se minutos cruéis, sentindo-me encolher, encolher…sendo reduzido à mais ínfima espécie. Então eu era aquilo? Um Inapto? Foi tudo o que sobrou de mim nesta vida?…Custei a sair do torpor e movimentar-me para algum tipo de reação. Levantei da cadeira e caminhei como um autômato, arrastando comigo aquela sensação de pequenez em direção ao nada. Como se de propósito, uma das boazonas do escritório passou por mim e dirigiu-me um olhar esmagador do alto do seu metro e oitenta e cinco acrescido de impossiveis saltos altos…
A via crucis de médicos e exames continuou e continuará. Mas agora, conto com o atestado cardiológico de que sim, eu posso!…desde que porte as drogas que garantem que a minha pressão sanguínea não fará o mercúrio espirrar no instrumento.
Oh!…Já nem eu próprio me entendo!…
Mas que importa? Cá vou convivendo
com a realidade das forças em decadência!
O pior é que aflui em mim este saudosismo
que me importuna feito um tipo de sadismo
e me humilha por essa perda de valência.
Mas vais olhar à volta e ver que se confirma o ditado…”quando Deus fecha uma porta, abre sempre uma janela”.
Obrigado, Gracinha. Tudo de bom pra vocês!
Nelsinho, antes de começar a correr, eu quis fazer – porque sou hipocondríaca – um checkup médico para me certificar de que eu não faria arrebentar meus aneurismas cerebrais secretos. Para meu choque e horror, a minha prova de função pulmonar também resultou num chocantíssimo “inapto”, endossado por uma médica de 12 anos de idade, que ainda acrescentou: “Mas já que você não precisa correr, tudo bem, não é mesmo?” Corri 3 meias maratonas só pra provar pra essa vaca que inapto de ** é ****. Só nós conhecemos nossas aptidões realmente relevantes, e isso é que importa. 🙂 E cuide-se bem, querido. A primeira providência é não se deixar fragilizar por um verbete: o dicionário tem zilhares deles, e eles conosco, hum?
:)! Oi Vanzinha! Esse “Inapto”me deixou realmente chocado, porque ainda me achava acima dessas coisas…Mas não estou me entregando.
Beijo enorme e obrigadão pela força!
Querido pai, a tua vida nao deve ser restrita a quatro paredes de um escritorio. A tua vida eh muito mais do que a “inaptidao” para um determinado oficio. Quem sabe nao sera a hora para dar asas a outras “aptidoes” que sempre estiverem mais guardadas?. . .
Beijos, se cuida e te amo!
Olá Moquininha! Aparentemente, vou ter de apelar para outras aptidões, se não me deixarem mais embarcar…