As imagens desfocam e distorcem diante de mim, o meu mundo entra num centrifugador, enquanto todas as minhas forças são empregues na resistência à perda dos sentidos. Algum tempo depois tudo pára abruptamente, uma sensação de enjôo aflora e eu passo as horas seguintes como que caminhando nas nuvens. A ocorrência do disturbio passou a ser frequente e, finalmente, reconheci a necessidade de pedir ajuda. Nos ultimos dias tenho frequentado consultórios médicos e clínicas, que me passaram uma quantidade enorme de requisições para testes ergométricos, dopplers, ultra sonografias e o escambau…
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Tadinha da minha mais-que-tudo! Agora ela se vê forçada a me acompanhar e ficar confinada no green house macaense, enquanto eu vou trabalhar todo o dia. Aquele burgo é insuportável para uma mulher que, como ela, detesta praia. Haja tricot, leitura e internet! Tudo isso, porque virei um fulano absurdamente inseguro e temeroso de estar só no caso de nova ocorrência. Quem diria…O poderoso oilman que se aprazia encarar os mais absurdos riscos, reduzido a um dependente substrato!
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O Chico Anísio foi-se, finalmente, porque sofrimento tem também seus limites. Ele tinha de fato muitas vidas. Umas duzentas e nove no total, que todavia não foram suficientes para manter seu coração pulsando. Eu, seu grande admirador, digo que o Chico foi, nas artes cênicas, um genial criador de tipos, do jaez de um Fernando Pessoa na literatura.

Pode ser mutação. Mutação de alma pede tudo de novo, outro mundo, imagem. Já vivi coisa assim aos 30 anos quando deixei p trás um relacionamento de surras e mais valia. Recomeçar, mas que medo que dá, quando o sabido revira na imagem….De qq forma fazer exames que é o que os homens do planeta estudam. Pode ajudar sim.
Sua mais que tudo é mais que tudo daí não reclamar, ela trançou a vida dela na sua, vai indo que dá samba, ou colcha p próximo frio que evém. Saudades do frio, calor em São Paulo rima com sujeira e suor parado.
Chico nem tanto nem tanto…Conheci desde os 5 aninhos, os meus, na tv, eu amava tanto. O da Globo eu não. Já hippie desdenhando…Depois o professor Raimudno eu amei amei até o dia em que ele casou com a Zélia que tinha minha idade. E eu achei que ele era besta besta.
Mas Chico é só miragem, nem livro, só imagem da tv que meu zói reteve.
Beijos, Nelsinho, tudo muda, tanto mar tanto mar.
Vi que tinha senha. Levei um sustão. Mas lembrei a senha do wordpress. Outro dia um amigo, ou ex , pôs uma senha. Eu fique tão triste. Não se põe senha p amigo…
Não é seu caso. Foi me lembrar a senha do meu antigo word press e já pulei pra cá…Ufa ! Mais uma rejeição não aguentava, Nelson.
Ai! Eu nem sabia que tinha senha!!! Sou um aleijado mesmo no wordpress. Logo que tenha um tempo vou ver como é que se deixa o espaço de comentários completa e irrestritamente livre como deve ser…
Perdoei o Chico, porque ele reconheceu a besteira que fez. Eu admiro, sim, sua capacidade e genialidade na criação e representação de tantos tipos. Como vc diz, nada mais.
“Rejeição”, Rose?!!!!!
Um beijo