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2022…2023

…E não é que logramos chegar ao derradeiro dia de 2022?! O dia decorrerá, esperamos, com especial alegria porque neste réveillon, tal como já aconteceu neste Natal, estaremos juntos com as nossas duas filhas, dois genros e seis netos, alegre confusão e não poucas doçuras.

O que espero do ano que será inaugurado amanhã é, uma vez mais, sobreviver com saúde controlada e com meios que propiciem alguma dignidade a essa sobrevivência. Como é meu hábito, não faço promessas, a não ser a de que continuarei sendo eu mesmo, sem alterações.

Feliz Ano Novo para toda a minha família e amigos!

Feliz Natal

Amanheço a três dias do Natal, vejo a rua deserta, vento muito forte, -7ºC com sensação de -17 prometendo chuva de gelo, talvez até alguma neve. Vontade de ficar dentro de portas e deixar o resto para amanhã, porque o alerta é de vento ainda mais forte, com  formação de gelo no piso e dificuldade de controlar os veículos. Resta-me aproveitar e desejar a todos os meus familiares e amigos, que passem um Natal muito feliz com muita paz e saúde!

Dallas

Temperaturas matinais abaixo de zero e disposição não muita, aqui estou eu sendo eu próprio, chegando à semana de Natal. O tempo abriu e esfriou muito, após o recente temporal com formação de alguns twisters que causaram nem tão poucos estragos aqui perto. Os nossos de Curitiba chegaram ontem para materializar a há tanto tempo cogitada reunião natalina da familinha aqui no Texas. Depois da final da copa, havendo o Sol suavizado o ambiente, as meninas juntaram-se aos primos na diversão no pula-pula, ou rebolando nas folhas de outono. Houve fogueira e preparação de um peach cobbler em panela de ferro fundido aquecida com brasas…  

Ver-me tomado pela emoção durante um concerto, nada tem de extraordinário para quem me conhece mais de perto. Convidado para um concerto de Natal, surpreendi-me, após a chegada debaixo de uma chuvarada ao enorme complexo de uma Igreja Metodista, com a magnífica Orquestra Sinfônica de Flower Mound e um coral de mais de 150 vozes, apresentando um programa integralmente dedicado à quadra. As 15 peças executadas começaram com “We Three Kings” com uma violinista virtuosa surgindo do meio da plateia, cuja performance muito me emocionou. Minha grande admiração também para o trabalho magnífico de arranjo e sincronia no número de variações sobre o tema “Jingle Bells”.

Brilharam!

Não me sentiria bem se não voltasse ao tema futebol, para deixar algumas palavras de admiração e estímulo ao time do meu país, porque um score de 6X1 em plena copa do mundo não é coisa de se conseguir sem dominância e determinação. Não retiro a afirmação: “O Ludopédio Luso só dá para rir” feita no meu último post, porque foi o que mereceram naquele dia…

Enquanto os futebolistas do meu país tomavam, impotentes, um espetacular baile dos sul-coreanos, eu abafava tudo assistindo no computador em alto volume nos fones de ouvido, as tonitruantes valquírias em sua cavalgada do terceiro ato, em gravação do Metropolitan Opera. O Ludopédio luso só dá para rir…

Tenho seguido os jogos da copa da Fifa e concluído que os tradicionais favoritos não o são mais. Não há o que dizer, porque toda a gente joga bom futebol. Afinal quase todos os jogadores qualificados para o campeonato, atuam nos mais diversos times profissionais ganhando somas de consideráveis a astronômicas. Por muito que custe a aceitar pelos eternos inimigos de quem ganha grana alta chutando bola, futebol é um entretenimento de milhões de terráqueos, que geram enormes receitas, diretas ou através de contratos de publicidade, garantindo atividade e emprego para outros milhões. O show tem de continuar e não aceitar isso, chega a ser uma insanidade…

É a idade…

Centros comerciais já foram em outros tempos, verdadeiras ilhas de diversão por onde eu circulava em êxtase, embriagado com os brilhos, as luzes, a profusão de sons, de gentes, de novidades mil. O envelhecimento não me retirou a curiosidade e a vontade de neles passear, mas não tarda e chega o cansaço físico, o desejo de sentar e repousar os ossos em algum sofá porventura colocado à disposição, de onde possa ver passar os passantes, até que, embalado, dou comigo a “cabecear” de sono…

Lídia

Há dois dias, minha netinha mais velha completou 18 doces e radiantes primaveras e o mesmo número de verões, outonos e invernos, igualmente expansivos e plenos de alegria de viver. Eu também já completei 18 anos em pretéritos tempos, sem, é claro, contar como ela, a felicidade de já guiar seu próprio automóvel, mas igualmente cheio de alegria e vontade de extravasar minha juventude…

Turbulência

Voltar, sim ou não, à postagem regular, ou pelo menos mais regular para manter o blog. Se me resolvo pelo não, o espaço vai fatalmente ser extinto. O Planeta parece resvalar para a tirania generalizada enquanto eu resvalo para a apatia, porque não me resta a mínima vontade de mergulhar nas águas revoltas e turvas dos malditos políticos. No entanto sei que, se viver, serei fatalmente arrastado pelas torrentes de merda que se seguirão…