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Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Dentre o que se possa considerar interessante no famigerado FB, é que, de quando em quando reaparecem postagens há muito por mim publicadas e que poderão ou não ser agradáveis de recordar. Hoje surgiram algumas e, por falta de assunto…

Estou aqui para dizer-me que nada tenho para dizer-me. Nem mesmo para me mandar a mim próprio à merda, que isso não faria o menor sentido na esterqueira vigente.” 

Pensamento por mim exteriorizado há nove longínquos anos. Provavelmente era política a esterqueira a que me referia e, bem o creio, o esterco muito terá entretanto aumentado.

Mas, há dez anos, eu usava o idioma inglês (não me perguntem porquê), num encatarrado e lindo dia de domingo:

“You see…Love, is something splendorous that the whole wide world needs loads of. I woke up still alive and still in love! So, despite another bad flew, why should I complain in this splendid Sunday morning?”

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Desinternet

É extraordinário como uma súbita falha da Internet azeda o humor! Eu sopro, bato os pés no chão, xingo o que e os que poderão ter provocado tal horrível acontecimento. A TV não é opção e, voltar àquele livro que foi deixado a meio, ou mesmo iniciar outro título, é, reconheço, o caminho de todos os caminhos, mas com certa resistência, e ainda olhando de soslaio para as luzinhas mágicas do WiFi. Então, vejamos: Qual foi o título que me atrevi a abandonar? -Ora! Isso é fácil! -Marcel Proust, Le Côte de Germantes, encalhado na marca de 45% de lido…É que, triste de mim, não encontro coragem e disposição para enfrentar o gigantismo da obra. Sim, leio coisa mais fácil e volto ao desatino da net, quando essa cousa retornar. Antes que me julgueis, eu devo elucidar que leio a obra de Proust na língua original, o que, ainda assim, não me livra de merecidas críticas…

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Aprendi…

Tão estranho me sinto, porque tão estupidamente frágil me acho. Pela segunda vez em menos de duas semanas, eu “rasguei” meu braço direito ao entrar na portaria do prédio. A fechadura magnética cismou de me agredir, raspando, com uma protuberância metálica, a minha fragilíssima pele de idoso indefeso. Não é que eu sinta que vá morrer disso, mas fiquei com uma péssima sensação de que até a alma riu da minha triste figura, quase chorando. Como nem tudo é derrota e depois do curativo feito pela Nina, que nem riu nem reagiu bem ao ocorrido, consegui finalmente sucesso na configuração de uma TV de 32” com a rede de WiFi. Testando todas as possibilidades oferecidas pela esperta máquina, eis que a tela se ilumina e me deslumbra com a extraordinária Barbara Hannigan cantando e conduzindo a si mesma e orquestra em “Girl Crazy”, de Gershwin! Ah como eu admiro essa supermulher de admiráveis poderes musicais! Será que o pai dela, se ainda existe, apesar de progenitor de uma tal “gênia”, também se deixa morder por uma fechadura? Um café forte alguma confiança me devolveu e me fez prometer aprender a evitar o agressor, quando por ele de novo passar. Por falar em aprender, há alguns muitos anos eu escrevia:

“Nesta vida aprendi…

Que nem tudo o que reluz é ouro

Que nem todo o cornudo é touro

e que o hábito faz, sim, o monge.

Também, que as aparências iludem,

além de que iludências aparudem

quando depressa se tenta ir ao longe…

Também aprendi…

Que hora a hora Deus não melhora

a espécie humana que só piora

e que não há males que vêm por bem

Que palavras são pelo vento rasgadas,

Que moinhos moem com aguas passadas

E que a razão sempre é de quem o poder tem…”

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Delícia

…Atendi o celular da Nina. Era a mais jovem das duas sobreviventes irmãs da minha mãe. Ela conta oitenta e muitos, nem sei ao certo, mas achei sua voz “poderosa” demais para sua idade! E ocorreu-me que ela poderá ser sorteada com a mesma longevidade da irmã mais velha, que completará 105 no próximo mês de março! Ela queria conversar com a Nina e eu disse que ela estava terminando de “segar o caldo” e logo iria retornar. Eu, realmente falei “segar o caldo” e isso me carregou pelos anais do tempo, para um tempo e local em que para comer esse caldo usaríamos as “malgas”, “frigideira” era “sertã”, assadeira de barro a minha avó chamava de “pingadeira”, fruta que amadurecia antes era “temporã” e o seu antônimo era “serôdia”. O dejejum matinal era “mata-bicho” e incluía aguardente bagaceira. Continuei lembrando que bicicleta era um “andarilho” e, se o dito tivesse motor era uma “espeidorreira”. Sinto-me deliciado em recordar essas coisas…

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De volta…

Um resfriado ou gripe, marca para mim o primeiro dia do último mês do ano de 2024. Espirro sem parar, supura o meu nariz em bica. Mau humor é que não me falta, acompanhando a dor de cabeça. Os antigos diriam: “Ainda bem, é sinal que ainda tens cabeça!”. Engraçado eu dizer que “os antigos diriam”, sem dar-me conta que eu sou agora mais idoso que esses antigos eram, quando assim me falavam. Enfim, repito para mim próprio o ditado: Se me dói a cabeça, é porque a mantenho sobre os ombros. De resto, desci de novo ao hemisfério sul, e não sei se foi por isso que me resfriei, a fim de passar um bom longo tempo com os que nos são queridos, para além das festas de Natal e passagem de ano…

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Domingo que amanhece com tempo mal-humorado é, quase que certamente, convite para permanecer em casa. Mas, no decorrer da manhã, após uma chuvica mixuruca, as nuvens foram arrastadas para outras bandas. Entretanto, metade do dia já tinha ido pro brejo e o ficar em casa prevaleceu e fechou com a Perca-do-Nilo de muqueca que a Nina preparou como almoço! O pirão de milho e o molho agindungado deixou-me com a certeza de haver comido em demasia. Praticar na guitarra foi a minha atividade, talvez induzido pelo estudioso pianista do andar abaixo; não evitei pensar que, se eu fosse assim aplicado e ao instrumento dedicado do jeito desse sujeito, eu seria, sem dúvida, um “Pro” na música! Depois, a noite surgiu de repente, o domingo finou-se, o pianista calou-se, o guitarrista enfadou-se…

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Festinha

Gustavo, sobrinho-neto da parte da Nina, completou seis anos e nós lá estivemos na festinha de crianças mais divertida e barulhenta que eu tenho na lembrança! Criança deste século é outra coisa, nada a ver com os primórdios do século passado, onde a minha meninice se situa. Os toscos carrinhos e caminhões de madeira do meu tempo, não raramente construídos pelo pai, são vagas recordações de uma época pré-histórica que são totalmente inexplicáveis para os tecnológicos garotos de hoje. Dediquei atenção aos joguinhos eletrônicos que lembravam o “pin-ball”, mas sem sujeira, só bips e luzes das “armas” e alvos! Naquele tempo, haveria jogo de hóquei em campo com bola e sticks improvisados, que acabavam sendo usados como arma para resolver as disputas de arbitragem. Não vou, portanto, defender as vantagens da nossa brincadeira, porque ela, a brincadeira, não tinha muito ou nada de pacífica. Por duas vezes me quebraram a cabeça no calor da refrega. A garotada desta festa saiu estafada, mas incólume, feliz e contente. Sobrou tranquilidade para fazer algumas fotos do paraíso em torno, situado a alguns quilómetros da cidade de Coimbra…

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Desinteresse

Caldo verde e uma taça de vinho tinto, enquanto assisto, ao vivo, o concerto da orquestra Gulbenkian diretamente do Grande Auditório na Fundação em Lisboa. Deveria estar lá em pessoa, mas faltou atenção, preparação, compra de ingressos, etc., o que demonstra toda a minha atual falta de interesse! Dua peças, sendo a primeira a Sinfonia nº 3 de Jean Sibellius e a segunda, bem longa, o Concerto para Piano e orquestra e coral masculino, de Ferruccio Busoni. Pianista, o excelente Kiril Gerstein que, penso, deve ter perdido 3 kilos na performance. Regência de Hannu Lintu. Voltando à falta de interesse e vontade de ficar em casa, semana passada eu cometi a falta imperdoável de perder a apresentação da Companhia de Dança Contemporânea de Angola aqui pertinho, no Seixal!…

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…e o mundo findou-se para mais uma personalidade musical: Quincy Jones foi-se pra não mais voltar. Em que pese o enorme respeito e admiração que sempre nutri pelo seu trabalho, nem sempre estive em sintonia com suas ideias e críticas sobre músicas, outros músicos, criadores, arranjadores. Que a terra lhe seja leve, enfim…

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Chocado com o enorme desastre natural que se abateu e continua castigando a costa de levante da Espanha, senti a provação da família real sendo fustigada sem dó nem piedade, recebendo nos ombros toda a culpa da destruição feita pelas incontroláveis forças da natura! Já até estou vendo o sorriso de empedernidos antimonarquistas que bem conheço, que tanto se regozijariam de vê-los entre os falecidos…

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Nevoeiro matinal emoldura tudo o que aos meus olhos se oferece. Acordei bem cedo, com um pensamento àqueles que tanto sofrem as tragédias naturais e as guerras em curso. Tais tragédias sempre ocorreram, e não com menor custo em vidas e estragos, mas, no presente, temos a notícia instantânea, com imagens, com toda a crueza das realidades, no preciso momento em que acontecem. “Já pensou”… digo-me, “Se alguém houvesse filmado em detalhe o grande terramoto em 1 de novembro de  1755 e todos os seus letais efeitos que se lhe seguiram?”…

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