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Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Show de holofotes

Athes Ling Ying is a superwoman I had opportunity to work with in Singapore. About ten years are gone since those days, when we experienced, on opposite sides, an extremely tough and dense technical and commercial struggling project. I admired her both as an engineer and as a very kind and good-humored person. And, why not – a very attractive young woman indeed!

I still miss and recall those times, when I was given the chance to live and enjoy for two years, a city of superlatives. In fact, Singapore will remain on top of my list of unforgettable places!

Ling Ying today´s birthday led me to open and turn pleasant pages of my mind…

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Lazy soul

Icaraí-2605

Hoje não consegui achar-me para me convidar a cumprir a costumeira e medicinal caminhada matinal. Ocultei-me atras de mim próprio e não fui, pois, ao encontro daquele mesmo par de ótoridades pedalando preguiçosamente ao longo do calçadão, e do outro habitual trio de tranquilas ótoridades em conversa amena ao lado de suas cansadas motocicletas adormecidas sob a árvore. Os aposentados lá estarão por certo, carteando os baralhos, alheios à cachorrada cagando as calçadas e seus donos fazendo que apanham os cagalhões que serão pisados pelos tenis novos de algum sortudo. Os personal trainers tentam fazer nós nos membros dos seus clientes, enquanto aquele mesmo grupo sob o comando de um group trainer, tenta acertar assincronias na ginástica rítmica à beira da praia. Eu hoje não estou – não hoje, amanhã sim – ou talvez não, sabe-se lá…

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Rogo

Rollei-

Há alguns dias, andava amuado sob o stress da espera de resultados de exames laboratoriais que tiveram final feliz. O bom desfecho alegrou-me muitíssimo, mas não bastou e continuei amuado e até envergonhado, porque num daqueles dias ocorreu-me montar na sala de estar um cenário para uma foto em que eu apareceria em desfoque, com a velha Rolleiflex em destaque, premeditando o que eu imaginei resultar numa “vintage” que me desse algum orgulho, num período sem qualquer inspiração. Contudo, durante a preparação, a minha veneranda Rollei dos anos 50 despencou no chão da sala e avariou seriamente o sistema reflex. A fotografia “vintage” acabou sendo esquecida, como tantos textos inacabados que encontro nos meus arquivos moribundos…

***

Em mim inda agora mergulhei,

e quase que em mim me afoguei,

tentando a inspiração recuperar;

Mas a alma deve tê-la prendido!

À musa eu fiz um pedido

que a inspiração faça libertar,

prà inspiração a mim tornar…

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Flor de Liz  – palavra e símbolo, remetem-me de forma automática a Alexandre Dumas e às aventuras dos Três Mosqueteiros. Nos meus teen, abria aleatoriamente um dos três volumes originais da obra e caía na releitura com a avidez da primeira vez. A belíssima e perigosa Milady de Winter (Milady Clarick ou Milady simplesmente), escondia em seu ombro La Fleur de Lis tatuada a fogo, que era ao tempo, a marca da infâmia e do crime…

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Minhas distrações e singularidades vêm rendendo algumas risadas e gozações. Na mais recente, entrei no banheiro após uma caminhada; Livrei-me da roupa suada até que chegou a vez da cueca, que retirei enquanto levantava a tampa do sanitário para aliviar a bexiga antes de entrar no chuveiro. Adivinha para onde eu joguei a cueca!…

No verdureiro aqui perto de casa, entro sozinho com alguma constância para comprar frutas tais como bananas ou tangerinas, mas tenho de ser acompanhado se a necessidade for de legumes de qualquer espécie. Se me pedir rúcula, há grande probabilidade de eu aparecer com agriões ou outro qualquer vegetal. Dia destes, enquanto a Nina fazia o pagamento no caixa, eu saí pelo piso irregular da calçada em direção a casa…empurrando o carrinho do mercado! Só dei conta porque olhei para trás: Ela de braços cruzados, batendo a ponta do pé direito no chão e com cara de disposta a fusilar-me.

 

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Esperanças

Se a esperança é só por si uma vitória,
dou então vivas à minha glória!
Posto que de tão esperançoso,
sou mesmo, na vida, um vitorioso…

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Completa-se amanhã, derradeiro dia de Junho, o quinquagésimo sexto aniversário em que um esperançoso sonho se converteu na realidade vitoriosa: Ganhei a namorada da minha vida! Vamos comemorar com muito carinho, com “aquele” bolo que só ela sabe fazer!

***

Mas escuta, Nina:

Eu continuo um obstinado,
irremediavelmente a ti ligado…

 

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Retirada

Viver e sobreviver das Artes é difícil, porque sempre foi mesmo muito difícil; E se, como era costume dizer-se, “Viver é só por si uma Arte”, resulta, a meu ver e sentir, ser a nossa vida um gigantesco palco onde podemos, bem ou mal, representar o que pretendamos e sejamos capazes de incorporar, na tentativa de agradar a quem esteja disposto a pagar, garantindo-nos a próxima refeição. E assim vamos, ao longo da vida, fazendo de operário ou gerentão, faxineiro ou doutor, abnegado professor, dono de pé-sujo ou próspero comerciante, dono de circo ou só palhaço, ou mesmo um desses fulanos assustadores, tais como um desalmado cobrador de impostos ou um não menos desalmado e desonesto político. Contudo, no caminho de todos, de todos sem exceção, o inevitável declínio surgirá…

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Nesse imenso palco ao longo da vida te dispões

Dans la grand scène sob os projetores te expões

ante um respeitável público, que implacável será!

Se medíocre ou ruim julgam teu desempenho,

ou se por cansaço de súbito te falta empenho,

do frustrante insucesso teu público te não livrará…

 

Mas, quando agrades, os focos da ribalta brilharão,

com aplausos retumbantes e elogios te brindarão,

prestígio e recompensas quiçá lograrás auferir;

E essa comédia de vida ao longo da vida encenarás,

das vantagens dessa vida na vida te beneficiarás,

até que o ocaso da vida na vida começa a intervir…

 

Tua dinâmica de palco vai perdendo valor

Tua voz diminui em intensidade e ardor

Lâmpadas vão fundindo, sem reposição…

Lentamente, as sombras baixam sobre a cena.

Sem aplausos, a alma como que se apequena

e, conquanto ela pareça resignada e serena,

a retirada de cena atormenta o teu cansado coração…

 

 

 

 

 

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“Desaprendi o nada que aprendi!”- fustiguei-me, como é meu costume quando perco o sono no meio da madrugada e solto a cachorrada sobre mim próprio. Observei que, para minha tranquilidade, devo optar por repousar na almofada o diminuído ouvido esquerdo. O direito, de audição incólume, capta de forma aterrorizante as arrítmicas batidas do meu coração sempre aflito para me manter vivo. Na quinta estarei no consultório da Nágela, que há três anos monitora minha arritmia, pelo que lhe pagarei uma taxinha de quatrocentas estalecas. Sem um seguro saúde e sem apoio credível de um serviço de saúde pública, mesmo o simples check up anual tem um custo estúpido.

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Wuthering

Chove...

Terçafeirei a madrugada de ventos uivosos e chuvas torrencientas, aninhando-me na minha fonte permanente de calor. Mas ela, a minha fonte, ficou com calor e correu comigo. Olhei a noite através da vidraça, por sobre o cartaz que diz “Vende-se” para informação de possíveis aves letradas que eventualmente façam voo pairado naquele nível. Depois urinei e flatonitruei a madrugada do meu wuthering height, sem culpas ou, no máximo, com vagas culpas e idióticos risos de volta para o meu aninhar – logo repelido. Agora já é uma manhã chuvosa. Humor de má catadura, penso em voz alta: “Que vida a minha, porra!…”

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RIP

Então, Agustina Bessa-Luis deixou hoje este vale de lágrimas. Viveu noventa e seis anos e, penso, terá partido com a mesma serenidade no rosto, tal qual imaginei no rosto da Doris, que com a mesma idade a precedeu há três semanas. O que elas têm a ver uma com a outra? Muito, na minha análise de admirador de ambas. Uma, Escritora, contista e roteirista de inegáveis valores, outra, Atriz e cantora de valores inegáveis. Não estou triste, contudo. As duas não se ralam mais com o esculhambo que está este mundo…

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Brie, Gouda, Gorgonzola, vinho tinto do vale do Dão. Eu degustava enquanto ela admirava meu degustar e falava das coisas boas de recordar. Porque as ruins não combinam com o alegre espírito dos queijos e vinhos. Ela detesta queijo e ressalta a vantagem – eu posso banquetear-me com as porções que seriam dela. Não dividimos o queijo, mas sobra a divisão das memórias contidas em todos os cinquenta e seis anos do nosso relacionamento, que serão completados ao final do mês que amanhã se inicia.

Acho que preciso dormir…

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