A esta estação da vida, sinto acostumar-me à torrente de surpresas, ruins em sua maior parte, que surgem a cada momento. Mas o que fazer? como proceder? O que dizer, ou escrever? Provavelmente, melhor não dizer, melhor não escrever. A saúde não vai tão bem quanto desejaria, mas, há que resignar-me com um “poderia ser pior”, o que, em última análise, acredito, poderá dar-me mais alento para as eventuais pioras, que o desgaste dos órgãos por desventura me reservem no avanço da idade. De resto, meus dias de solidão são páginas viradas no meu passado de “oilman”, cada vez mais distante nas memórias e, presentemente, não passo uma única hora sem a companhia dela, tirando quando ela vai arrumar o cabelinho. Cinquenta e oito anos se passaram, desde que ela me envolveu o dedo com uma aliança, que dizia que era para toda a vida…
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