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Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Realidade

De novo:

“Da proteção das cavernas
Há que sair para caçar
Se o medo te tolhe as pernas
À míngua irás soçobrar…”

Acreditem! Não há esperança de sobrevivência que não passe pelo trabalho e desenvolvimento. Estagnação é morte certa – muitíssimo mais certa que por qualquer vírus por mais coroado que seja. O vírus só em parte para matar pega de jeito, onde a miséria acaba matando a eito.

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Valores de grande valor
que sem valor acabaram
Amores de eterno amor
que se não eternizaram

Amigos muito amigos
que a política separou
Figadais inimigos
que a política aliou

E o eldorado opulento
agora em decadência
riqueza a levou o vento
fica luta pela sobrevivência

Da proteção das cavernas
Há que sair para caçar
Se o medo te tolhe as pernas
À míngua irás soçobrar…

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Certeza

Por certeza, só tenho a de que sou matéria viva na natureza, que à natureza matéria morta retornará, assim que “Da lei da morte me libertar”. Na celeridade do tempo, dominguei ainda mais lento; exasperante de lento. E divago, introvertido, divertido, por insanos pensamentos brincando de ser imortal neste meu estranho, estático e perigoso mundo! Um mundo paradão e sepulcral onde a dominância de milhares de milhões de bípedes entre os quais me conto, têm sua dominância contestada por andaço viral. Algo neste planetóide está muito mal…mas isso nada tem de original.
-Ou será que tem?…

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Adiamentos podem ou não ser mal vindos. Este que ontem nos foi anunciado é dos muito mal vindos, por ser mais um atraso para os meus planos e o prolongar do estado de sítio que inferniza os meus eus. “Nada podes fazer para mudar isso!”, dizem-me; Precisamente! A constatação da minha impotência para contrariar o status quo! O afã de fazer valer o meu querer de pessoa que teima em querer ser livre neste tão cantado terceiro milênio. É isso, porque no milênio anterior experimentamos forçados e angustiados perrengues e esperas em situações críticas e de desumanas incertezas que desejamos “nunca mais”. Quando é que se inicia mesmo a Era de Aquárius?… Em “Hair”, eles prometeram-me para este milênio, liberdade, paz e amor, sem armas, sem tiranos; Sendo, bem entendido, estes tiranos, tal como nós, seres bípedes biológicos, só que com massa cinzenta amalgamada com elementos fecais. Em “Hair”, não foram lembrados os vírus e bactérias que de quando em vez invadem, bagunçam  e eventualmente fazem parar o nosso complexíssimo e frágil sistema eletroquímico…

 

 

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Geringonça

Para um hipotético livro que jamais verá da impressão os tipos, escrevi há anos o seguinte texto:

“…aqueles eram tempos de regime instalado por processo indireto, fechado, aferrolhado, mutretado em partido único, de legitimidade autocrática…” E continuava:  “Hoje em dia os tempos mudaram, os regimes que se foram instalando assim o foram por processo direto em sufrágio livre, universal, de lisura democrática, mas logo em seguida fechados, aferrolhados, mutretados  em coligações de siglas várias, no sentido de monopolizar o poder decisório, ou seja, fundidos em partidos únicos e plenipotenciários de legitimidade cleptocrática…”

Em suma: quem ganha não leva; Os coligados vencidos governam a seu bel prazer e os ganhadores submetem-se ou resignam. Modernamente, criação da fauna política da minha mui amada pátria lusa, tal tipo de “desgracia” é apelidada de “A  Geringonça”. Parece que o modelo foi exportado…

 

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Invejo!

Oi Nelson Que bom ter notícias suas e saber que estão bem !!

Japão está bem relaxado Não há um lockdown verdadeiro Estou trabalhando alternado entre office e home e meu filho está tendo aulas on line mas fora isso continua normal A maioria dos bares e restaurantes estão funcionando Muitas lojas também Parques públicos abertos”

A mensagem acima é copia/colagem direta do “Message” do FB; A minha amiga Débora é engenheira paulista ex Embraer presentemente contratada pela Mitsubishi aeronáutica, residindo em Nagoya, Japão, onde ninguém usa a desgraça de um surto virótico para empurrar a economia, por decreto e à força, para o precipício e provocar o caos, a fome e a desesperança, com o intuito de obter ganhos políticos e promover golpes de estado.

Ah! Como invejo esse pequeno grande país de compactados 128 Milhões de almas de enorme capacidade de trabalho, perseverança, respeito e disciplina cívica! Tudo isso contido numa brilhante embalagem de Orgulho Pátrio!…

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autorretrato

Trinados tristes, triste alegria

a guitarra por companhia,

braço dado com a poesia

que no peito a opressão mitiga;

 

Nos versos que agora faço,

dos meus passos deixo o traço,

sejam sucesso ou fracasso,

nas rimas da poesia amiga…

 

Nestes tempos tão amargos

suspiros juntam-se aos ais

incertezas e riscos largos,

confinamentos, embargos,

liberdades, por onde andais?…

 

Já é outono na minha idade

É (sempre) primavera, na Liberdade!…

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Medo

Obitos Covid19

Até ontem, dia 11, o Brasil apresentava, por resultado do surto de C-19, 50 óbitos por cada milhão de habitantes, conforme gráfico de dados mundiais acima. Isso coloca o país numa posição um pouquinho acima dos resultados no mundo em geral, mas extremamente baixo em relação a países europeus e aos EUA. Sabemos que esse número vai subir, como estão subindo também nos países que estão já a promover a abertura para estancar a desastrosa sangria econômica. Haverá, sem dúvida, muitas mais mortes a lamentar em consequência direta do surto, até que medicação efetiva seja alcançada. No entanto, se o planeta continuar estagnado por mais tempo, crescerá a outra calamidade já em curso, que é o desemprego, a miséria e a fome, crescendo em consequência a curva da mortalidade pelas doenças relacionadas à desnutrição e falta de meios. Seguem-se o descontentamento, a baderna de rua, a violência e até o pior: a guerra.

Escolhas e decisões precisam ser rápidas…

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Aplauso

Aplauso

Sorri e agradece o artista, sob a cachoeira de aplausos que sobre si jorra simultaneamente dos dez andares de frisas acima. Sua música delicia e alegra a alma dos condôminos e mães homenageadas, enquanto mitiga amarguras e maus humores gerados pelo confinamento. O agradecimento é nosso ao Ricardo Nascimento, excelente trompetista forjado nas bandas militares e temperado nos palcos, ultimamente acompanhando a cantora Mona Vilardo.

Enquanto escrevo estas linhas, lembro de menino as várias e sempre goradas tentativas de tirar algum som de um trompete ou de uma simples corneta. Delas eu imaginava-me extrair melodias como o fazia Eddie Calvert, jazz n´blues rivalizando com o Louis Armstrong, improvisar ao cair da tarde, como o fazia o malogrado Zé requinta nas noites quentes de verão da sua varanda naquela aldeia milenar das minhas origens. Mas topava na embocadura e na falta pura e simples de pulmão…

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Mães

Bacalhau da Mamãe

Há uma semana que as mães estão em evidência, como se em evidência elas não estivessem a cada sístole dos nossos corações de filhos, por elas tão engenhosamente construídos. Mesmo que esses corações apresentem aqui e ali rateadas no funcionamento, não obstante aqueles de sentimentos endurecidos, talvez até desapiedados, elas, as mães, lhes hão dado vida para que, incessantemente, pulsem, pulsem, até seu último pulsar…

Bem-haja, a todas as mães do planeta!

(Foto: Maravilhoso almoço by Nina, que diz não ser minha mãe quando as coisas azedam!)

 

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