Em algum momento, recordo aqui haver escrito afirmando que: “Apesar de Shakespeare, megeras não são domáveis”. O tempo passou, experiências foram adicionadas, levando-me agora a reafirmar a indomabilidade das megeras e a evidência do perigo de elas gerarem megeras tão indomáveis quanto. Ou não…
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Das megeras
Posted in Uncategorized on 11/12/2021| Leave a Comment »
Matemática
Posted in Uncategorized on 10/12/2021| 2 Comments »
“Matematicamente falando, levo a vida me multiplicando, mas também sei dividir…” Seguindo a cadência de um cavaquinho, a menina vai cantando seu “Samba da Matemática” num filminho de celular. E canta com graça e segurança, enquanto, “saindo pela tangente, por razões e equações, vai procurando as soluções pros problemas existentes…”
Não é extraordinário encontrar tais peças bem populares, despretensiosas, mas cheias de inspiração e beleza poética?!
Adorei e, como adorei, repeti o vídeo vezes sem conta, resultando em afastar-me de taciturnos pensamentos e alegrar meu coração. Resolvi até voltar a escrever!…
Olhos verdes
Posted in Uncategorized on 01/12/2021| Leave a Comment »

Na noite de ontem, derradeiro dia de novembro, deu-me para folhear minhas caóticas notas e, randomicamente, ler em voz alta para a Nina, muitos dos poeminhas a ela dedicados ao longo do tempo. Seus olhos, únicos, que para mim só dois existem, são tema de boa parte de rimas como esta:
Verdes olhos, minha paixão!…
Eles me fascinam, ofuscam,
Enfeitiçam, enquanto buscam
dominar-me o coração…
Olhos verdes que fulminam,
me perturbam, desatinam,
chacoalham todo o meu ser!
Fugir deles? Nem pensar!
Como poderia eu ficar
sem vê-los ao acordar,
sem a eles me submeter?…
Promessas
Posted in Uncategorized on 30/11/2021| 3 Comments »
Em algumas horas amanhecerá dezembro uma vez mais, sem que haja logrado realizar sequer um mínimo do tanto que a mim próprio prometi há um ano atrás. Foi um ano de períodos ruins no que concerne à minha saúde, com reações diversas, adversas, de desinteresse e apatia. Agora, eu me prometo que prometerei menos…
Apreensão
Posted in Uncategorized on 26/11/2021| Leave a Comment »
Certa noite, acuado e apreensivo, falei em verso de “Como as Repúplicas estavam doentes”. As rimas que releio são antigas e entretanto as doenças das “Repúblicas” evoluiram para crises ainda mais agudas que podem muito bem levar ao déjà vu de tenebrosas profilaxias.
Reconheço-me acovardado, viro a página e esqueço as rimas…
Outonada
Posted in Uncategorized on 24/11/2021| 3 Comments »

Passou a ser por demais comum incorrer em erros e falhas os mais desconcertantes, deixando-me deprimido. Se eu já sabia por amarga experiência anterior que a minha câmera D5 falhava esporadicamente em gravar as fotos ou filmes no cartão SD, porque razão eu voltei a instalar a coisa no slot? Porque não deixei apenas o CF?! Aconteceu de novo na fria noite de ontem: Perdi todas as fotos feitas à iluminação de Natal no centro de Lisboa! Para ilustrar o balde das lágrimas derramadas, a foto que intitulo de “Outonada”, feita na manhã de nevoeiro nas cercanias de Azeitão…
Tagarelas
Posted in Uncategorized on 19/11/2021| Leave a Comment »
Nos meus tempos de Oilman embarcado em plataformas e navios, eu era chamado de “Mr. Quiet”, porque na hora do chá, quando rolavam ruidosas conversas com as estórias mais estranhas e hilárias, ria discretamente e ouvia muito mais que falava. É verdade que, no ambiente certo, dois dedos de whisky sempre tiveram o condão de me desatar a língua. Ainda assim, nem tanto ao ponto de virar falastrão enfadonho. Ah!… E como detesto, obrigado pela delicadeza, ficar amarrado em frente a uma pessoa que fala alto e sem parar, sobre tudo, sobre nada…
Os sons do meu silêncio
Posted in Uncategorized on 08/11/2021| Leave a Comment »
Desde que me conheço adulto e se bem me lembro, nunca gozei de um silêncio realmente silencioso. Além do chiado permanente, que se agravou desde que o ouvido esquerdo sofreu uma lesão por agressão acústica nas minhas lides nos poços de petróleo no meio do mar, chegam-me ao cérebro a todo o momento os tenebrosos sons do silêncio. Do meu silêncio. Ruidoso, invasivo, tirano, torturante…
Pestes
Posted in Uncategorized on 01/11/2021| Leave a Comment »
Há um ano atrás, neste mesmo dia, eu escrevi nas minhas mukandas:
“De todos os santos foi o dia de hoje. Dia tristonho, cinza, nada convidativo, que só enxerguei através das vidraças. As tiranias estão soltas por aí, um pouco por todo o lado, usando a peste em curso para dominar e manietar. A desgraça que por aí grassa só não é tão espetacular e chocante quanto o tsunami de Lisboa neste dia em 1755, porque este não é um desastre instantâneo, mas de efeito retardado em desemprego, miséria, fome e morte, que em número de vítimas não lhe ficará atrás…”
Não mudou muito o quadro, na minha pessoal análise: O dia também está tristonho, cinza, mais para a chuva. As tiranias ganham terreno com o nosso resignado beneplácito, salvo algumas manifestações pontuais prontamente reprimidas e de repercussão imediatamente desmentida pelas mídias comandadas pelos ministérios da verdade da peste política que assola o mundo que tanto desejamos livre…
Enguias
Posted in Uncategorized on 30/10/2021| Leave a Comment »

Sempre gostei de comer enguias. Afinal era fácil pescá-las ali mesmo no nosso Rio Douro ou, se havia dinheiro, podiam-se comprar ainda bem vivas em qualquer mercado público da cidade, por exemplo, no Bulhão ou em Bom Sucesso. No entanto, das diversas formas de prepará-las, a minha preferência era e continua a ser em molho de escabeche. Havia à venda nas mercearias mais “finas”, que hoje chamaríamos de “delicatessens”, umas pequenas barricas de madeira, miniaturas das pipas de vinho, com a iguaria da forma que eu mais gostava. Foi em busca dessas saudosas barricas, que abandonamos por algum tempo a auto estrada para chegarmos à terra das enguias: A Murtosa. A informação que obtínhamos era que em qualquer restaurante nos preparariam um prato de enguias. Até que alguém disse o impensável: “Barricas de enguias, só no Museu da cidade”. E aí está na foto acima. A tão procurada barrica que não é mais que uma lata com o feitio da própria, com meio quilo de enguias de escabeche (depois de drenada), adquirida no museu “Comur” da Murtosa. E agora? Como as bichinhas ou guardo de recordação?…