
É o tema do momento, se, como é meu caso, não estamos interessados em falar de guerra e se, como é o meu caso, somos interessados em feitos extraordinários da ciência aeroespacial. A missão lunar culminou ontem com a reentrada da Orion na atmosfera terrestre e, sobrevivente, no suave “splash down” nas águas do Pacífico, gentilmente suportada pelos paraquedas principais. Instalei o meu Iphone no tripé fotográfico e gravei um pouco mais de duas horas da operação, enquanto assistia, nervoso e preocupado, o desenrolar da complexa preparação da nave no que concerne a ângulo de ataque para o perigosíssimo “pouso” a 40.000 Kms/h, com temperaturas extremas e geração de plasma. Durante a interrupção de sinais, o nosso angustiado silêncio, o “tomara que tudo dê certo” com os dedos cruzados, enquanto os astronautas passavam através do inferno com a atitude profissional adquirida ao longo do longo treinamento. Não gravei toda a sequência da operação de retirada da tripulação para fora da cápsula, mas mantive-me firme assistindo. Pela minha ótica de velho oilman de alto mar, a NASA não aprendeu nada com a SPACEx, cujo modus operandi é muito mais rápido e eficiente, usando um “Supply Boat” provido de “A Frame” hidráulico e uma plataforma rolante no convés; a cápsula é puxada a cabo de aço para junto da popa do Supply Boat, o cabo de suspensão no A frame levanta o veículo em peso, transfere-o para sobre a plataforma rolante, que o traz para a “garagem”. A retirada dos astronautas é muito menos estressante e de curta duração. Retirar o pessoal de helicóptero, é um show, mas, de novo, na minha ótica, só faz sentido em salvamentos de alto risco…
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