Bichos carpinteiros, coceira desesperada no braço, porque em algum momento, fui novamente picado no parque por algum inseto peçonhento. Acabei deixando a companheirinha no seu dormir sereno. Mais uma vez, retirei-me do leito acolhedor e fui tentar dormir no sofá, não antes de perder tempo indeterminado a estudar no google causa-efeitos e o que fazer. Lavei, no tanque, com sabão de côco, o braço afetado e apliquei bastante pomada recomendada para o caso. Mas o meu dormir nada tinha de tranquilo e alternava com o furioso coçar, agora pegajoso do tal unguento. Resultaram também furiosos, os pensamentos que me ocorriam, todos eles chafurdando nos lamaçais fedorentos dos tempos que atravessamos. Acordei cansado, admirado porque o braço estava menos infetado! A minha menina já estava nas lides matinais e eu corri a cortar e lixar rentes todas as unhas da mão direita, desarmando-a, pois, de forma a inibi-la de agredir a pele doente. Inibi-a, em consequência, de tentar algum arpejo na guitarra. Nada de sério, porque eu, no pouco que pratico, continuo a ter a palheta como preferência. Confesso que, apesar da manhã radiosa e ensolarada de domingo, sinto-me meio que a resvalar para a depressão…
P.S.: Não há depressão que resista ao almoço da Nina…
Deixe sua opinião