
Gosto de relógios. Mais do que gostar, eu sou apaixonado por relógios. Mas, ao longo da minha vida não consegui encontrar as trilhas da fortuna que me permitisse, hoje, materializar o desejo de possuir uma ou mais dessas maravilhas mecânicas, que são os medidores do tempo. Claro que não estou falando de medidores eletrônicos vulgarizados a partir da década de 70 do século passado e, pelo menos inicialmente, vendidos quase que a preço de banana. Falo da complexidade mecânica, da engenharia pura, da arte, da relojoaria tradicional, atualmente produzida exclusivamente como joias de altíssimo custo. Meu avô materno, seguido pelo único filho, eram negociantes com ourivesaria e relojoaria, pelo que ainda recordo as marcas expostas, tais como: Omega, Patek Philippe, Zenith, Cyma, Longines, e outros, ao tempo comprados pela classe média e também por operários e agricultores, com exceção do Patec, que já naquele tempo era coisa para rico. Eu possuí e destruí n relógios de pulso, sempre de marcas mais baratinhas. Com o susto do surgimento do quartzo, parecia que a horologia dos mestres Suíços iria desaparecer. Contudo, os tradicionais deram a volta por cima e reapareceram com preços somente ao alcance de poucos que também podem comprar uma Ferrari ou um Lamborghini. Finalizando, contento-me com o meu humilde “Tag Heuer”, ainda que longe do nível de valor de um “Rolex”…
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