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Archive for Dezembro, 2025

Contrariando-me na decisão de não voltar ao blog este ano, eis que retorno neste penúltimo dia, depois que a minha irmã, entristecida, me deu conta que Chuck, o Labrador tão querido da família, amigo de tantos anos, deu o último uivo e deixou todo o mundo lá em casa inconsolável. Há muitos anos que não tenho um pet, depois que a minha gata Belina, após 19 anos de convívio, simplesmente foi-se assim, sem mais nem menos, levada por um tumor, deixando-me em estupor…

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Aplauso

Carolina Ligeiro. Oh my! a menina canta pra carai! Demorei a recuperar o fôlego para procurar saber porque é que ela não está em outro, muito mais elevado patamar. Continuo não sabendo, mas virei a saber, porque a rapariga canta mais que a falecida Winehouse, isto na minha modesta opinião. Fico extasiado, porque os velhos icons que eu tanto admirava, ou já partiram para outro plano, ou não estão mais em condições físicas nem de voz para enfrentar um palco ou a pesadíssima barra de um studio de gravação. Juntemos a isso a falta de produção de música de qualidade, na triste realidade de notas e letras repetidas ad nauseam do funk, ou de pepineiras geradas por IA. De qualquer forma, quando um compositor de música popular cria algo realmente bom e de sucesso, a probabilidade de ser acusado de plágio por algum cretino picareta oportunista, é real…

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Miau

Tem uma loja ali, logo ali, que tem uns gatinhos lindos. Dizem que são caríssimos, porque de raças exóticas, que realmente são, de tão lindos. Se pudesse raptava um deles para mim, porque seria mais exótico que comprar o bichinho. Mas não compro nem roubo, porque prefiro ser livre. Bichinho em casa é cadena no pulso, com pesada âncora te amarrando ao lar. Lar que seria dele, do bicharoco, que se tornaria dono absoluto do meu pedaço…

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A vida decorre e escorre em corrente imparável em direção ao conhecido. Os ossinhos estão doendo, o meu dormir não é tranquilo, as cãibras amofinam-me. Mas prossigo existindo, logo, o meu pensar vai sendo garantido. E o que é que eu, um octogenário cheio de mazelas e dificuldades físicas, ainda tem para pensar? Eu responderia que tento pensar o menos possível nos impensáveis tempos presentes. Mas só tento, e sofro tentando evitar apanhar-me arrastando meus límpidos pensamentos pelas veredas nauseabundas, ensalmadas de merda, dos dias em curso. Não resisto e dou em procurar definir o tipo de “límpidos pensamentos” que digo ter e defender. E dou voltas e mais voltas, feito cachorro perseguindo a cauda, sem chegar a nada, porque, afinal, parece não haver nada de assinalável nos meus límpidos e inúteis pensamentos. Ai de mim…afinal, somente em metade de mim eu encontro alguma sabedoria de vida…

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