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Archive for Novembro, 2025

11/75

Nesta importantíssima data, retorno ao blog para recordar aqueles longínquos dias de apreensão e agonia que sofri no decorrer do ano de infinita desgraça de  milnovecentosesetentaequatro, que se seguiram à abrilada, ao reconhecer que o país estava a ser entregue às garras do imperialismo vermelho, ao ver vasos de guerra soviéticos ancorados no Tejo, militares russos passeando por Lisboa, fazendo apresentações em teatros, deixando a claro que sombrio futuro nos esperava. No dia de hoje, em 1975, patrióticos militares levaram a cabo o que se impunha para levar o país à esperança de um sistema livre de tiranias…

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Magusto

“Dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho!”. Provar o vinho na adega eu não vou, porque sequer tenho adega, muito menos com vinho novo para provar. Mas já estão uns punhados de castanhas em preparação para um mini magusto, que ninguém é de ferro. Ferro e brasa na lareira eu também não tenho e as minhas castanhas assarão com o ar quente duma dessas fritadeiras modernas. Quem não tem cão, caça com gato (!) – era assim mesmo que diziam? Nem sempre os ditos populares tinham lógica, mas esse de ir à adega neste dia, tem tudo a ver com as indescritíveis, alegres, inesquecíveis conversas familiares e de amigos em torno da infusa de vinho novo acabado de tirar do tonel. Acompanhavam delícias várias do melhor fumeiro, com pão de milho…

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Novembrou..

Novembrou mais uma vez. Para não voltar a falar em mil setecentos e cinquenta e cinco, eu decido também não falar em dois mil e vinte e cinco. Desgraça por desgraça, porque malhar em ferro frio? Festejo a vida que até este minuto conservo, mesmo não sendo certo que a conservarei até ao final deste texto. O dia está chuvoso e tristonho, sem o brilho dos céus superazuis que são característicos por aqui. Tempo que convida a ficar em casa, sem que em casa deveras deseje permanecer. Desejaria, isso sim, sair por aí, sem rumo certo, mas com acerto final a um destino prometido, mas nunca alcançado, porque também estou longe de saber qual seria esse diacho de destino, produto das minhas idiossincrasias…

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