O Agosto está prestes a finalizar! Questiono-me sobre o que terei eu produzido de útil neste ano, para além de existir; reconheço que existir e persistir após oitenta e um anos já é uma espécie de façanha mas, afinal, eu nada fiz por isso a não ser aquilo que sempre fiz de forma automática: respiro, expiro, suspiro, o coração segue a pulsar arrítmico, fibrilado, sístoles e diástoles a seu próprio mando; mastigo e engulo, todos os órgãos vão aceitando manter seu funcionamento, malgrado restrições próprias do desgaste por tanto funcionarem ininterruptamente. É certo que o esqueleto inferniza-me com dores de coluna e em quase todos os meus ossinhos…
Mas eu digo que, por minha culpa tão grandessíssima culpa, eu não tenho lido e muito menos escrito. Transfiro a culpa para a maldição internética que ocupa todos os cantos do meu des intelecto. Não me atreveria a fazer um teste de QI, já antevendo morrer de vergonha, com perigo de me suicidar a mim mesmo. Contento-me com testezinhos idiotas que qualquer vagabundo com serragem no lugar do cérebro é capaz de responder, só para tentar tranquilizar-me sobre capacidade cognitiva, já que de outras capacidades eu reconheço estar seriamente prejudicado…
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