Automação fascina-me, ao mesmo tempo que me assusta. Nos meus longos anos de trabalho offshore, em plataformas e navios de perfuração e completação em águas profundas, havia que confiar no software do posicionamento dinâmico e em muitos dos procedimentos de primordial importância, especialmente em situações de emergência, no que concerne a barreiras anti erupção, onde a falha dos sistemas poderia terminar em tragédia.
Na aeronáutica moderna, o advento “Fly by wire” assumiu o comando e os sistemas são massivamente automatizados e ditos “à prova de idiotas”. Mas, tal como nos Blow Out Preventers, surge sempre um “e se falhar?” Claro que tem como acudir com uma mudança de “Lei” e operar manualmente, ou com ajuda de elementos emergenciais. Mas essa operação manual, não é através de cabos e gualdropes como nos Douglas DC3 de antigamente. Tudo é através de cabos elétricos, comandando os planos aerodinâmicos de comando e motores. O Boeing 787, chamado de “Dream Liner”, é uma verdadeira maravilha tecnológica da engenharia aeronáutica, mas, de repente, não mais que de repente, eis que falha catastroficamente em momento e condições de recuperação impossível…
