Não adianta: 51 anos decorridos, não há a menor hipótese de eu esquecer e muito menos perdoar…
Archive for Abril, 2025
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Maestria
Posted in Uncategorized on 23/04/2025| Leave a Comment »
Terceiro andamento de Mahler 4, com a LSO surgindo do meu distraído pesquisar no Youtube, na soberba tela “OLED” de 55” que há alguns dias instalei no centro do home theater. Ela, Barbara Hanningen, dirigia e eu fiquei imediatamente preso ao fascínio irresistível e mágico do bailado digital de suas mãos longas e brancas, dir-se-ia que aladas, em movimentos precisos de maestria impregnada de poesia, ainda que plenas de autoridade! Dispensa, como é seu hábito, o uso da tradicional batuta, porque sabe que seu reger, diferente e admirável, se perderia em parte se o fizesse. A obra parece agigantar-se, os músicos excedem-se em seu todo, enquanto eu me rendo ao brilho particular daquelas mãos e de uma oboísta virtuosa que me emocionou…
Papam
Posted in Uncategorized on 21/04/2025| Leave a Comment »
Saí nesta segunda, dia 21 de abril, em mais uma caminhada por pura necessidade de exercício, mais ou menos em conformidade com as recomendações médicas. Enquanto o fazia, aconteceu escutar outro caminhante em conversa telefônica, dizer que o Papa teria abotoado a batina. Não sendo o finado personalidade da minha admiração, fiquei conjeturando se, na próxima eleição, o brado de “habemus papam” revelará à Cristandade um Sumo Pontífice mais católico…
Promessa
Posted in Uncategorized on 06/04/2025| Leave a Comment »
O domingo está de um cinza triste, com a mesma cara da cara com que eu me deparei no espelho agora há pouco, após haver despertado da mal dormitada sesta. Rosto rispidamente esculpido pelo tempo, porque o tempo não perdoa. Rosto que achei estranho e árido como um deserto, deserto e sem expressão, por assim dizer! Ai de mim, como envelheci! Cada traço da minha fronte, reflete um traço impresso pela idade. Para consolar-me, ou assim tentar, repito-me que sortudo eu sou, porque vivi o suficiente para viver a velhice patenteada pela crueza do espelho que me reflete a realidade. O domingo, mesmo cinza e aparentemente mal-humorado, poderia me encontrar melhor, se no dia de ontem eu não tivesse recusado o convite para assistir a mais um ensaio do coral e em seguida, estar presente no show de rock n´roll. “Não estou disposto”, eu disse; “está fria a noite e o vento está um açoite”; “fica para a próxima” – promessa de louco…
Chegou…
Posted in Uncategorized on 01/04/2025| Leave a Comment »
…o primeiro de abril, e amanheci recordando as brincadeiras que na infância e adolescência cometíamos no “dia das mentiras”, mas, de imediato, lembramos a abrilada, que não foi fake, foi, sim uma maldição irreparável, imperdoável, para sempre negativamente presente nas nossas vidas, sem falar das que foram perdidas em quantidades impensáveis, na insana guerra que se seguiu na pátria angolana. É o abril, o tal das mágoas mil, que é chegado, de novo, como acontece todos os anos enquanto as memórias se não apagam…