
Realidade é constatar que famosos tão admirados em períodos da minha vida, vão paulatinamente deixando este vale de lágrimas. Alain Delon tinha apenas 8 anos mais do que eu. Não era fan dos filmes dele, mas invejava-o pelo quanto de beldades ele levou para a cama, por ser um fulano muito mais que “bem apessoado”. O filho da mãe era realmente bonito e as mulheres em geral ficavam mesmo de quatro. Que eu tenha retido na memória, só um filme carregado de erotismo, que ele rodou com a Romy Schneider. Noite passada, enquanto a Nina falava sobre o quanto Silvio Santos significou para as famílias brasileiras aos domingos, por várias décadas, eu fotografava a Lua Cheia. Ela surgiu vermelhinha e enorme e foi ficando brilhante, sugerindo que ela é, afinal, “Cheia de Vida” e não somente uma rocha flutuando no espaço…
Depois da epifania que tive em Tóquio com uma “red moon” inesquecível, não consigo ficar acordado nem sair lá fora para ver outras vezes, mas, convenhamos, sua foto está demais. Dá até pra lembrar o poeta Laforgue.
“…Ah la belle pleine lune/Grosse comme une fortune…”