Impossível olvidar o passado vivido. Mesmo confrontado com pessoas que recusam retornar no túnel do tempo, martelando a tecla de que o passado não constrói, o que até tem sua lógica, mas as memórias são guardadas como se fossem fotos, em indeléveis álbuns, que sempre desfolhamos até que a morte sobrevenha e os destrua.
E vejam como a morte é mesmo implacável, que acaba de levar, sorrateiramente, o Fausto (Bordalo Dias), amigo-artista do círculo de amigos da música jovem em plenos anos 60, dos Beatles, Rolling Stones e também de metralhadoras cacarejando, porque a guerra era também a nossa realidade a par com a música. De tantos músicos da época no Huambo, Angola, raros foram os que lograram sobreviver dos proventos obtidos nos palcos da vida. Fausto foi um deles. Seu sucesso de musico, cantor e compositor elevou-o à fama nos melhores palcos e no disco, por décadas…
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