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Archive for Julho, 2024

Olimpiadas

Me desculpem, franceses e francófilos, mas o desfile foi ruim demais. Se contarmos com o indescritível circo de horrores woke debaixo de chuva, foi mesmo une merde. Minha opinião, é claro, que tenho direito a ela. A própria sequência de acendimento da pira, foi looonga e cansativa demais, mas salva pela genialidade cênica da pira voadora e pelo magnífico espetáculo de luzes, com a torre Eiffel no meio da girândola! Estrelas, estrelas mesmo, só as que se fundiram numa só: Na divina Céline Dion! Explosão de voz poderosa e irrepreensível, numa personalidade que há tão pouquinho tempo, eu lamentava pela sua situação de saúde gravemente afetada! Heroína, Heroína, repeti profundamente emocionado!…

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Gente feliz

Reunimos no almoço onze de nós, para degustarmos o choco frito do Capitão Cook, sendo que Lídia, a décima segunda, regressou ontem a casa em Flower Mound, Texas. Neste grupo, podemos ver um núcleo familiar nascido em continentes diversos, a saber: Europa, África, América do Norte e América do Sul, com ascendentes portugueses, espanhóis, italianos e índios brasileiros. Belíssima mistura, não é não? E fomos atendidos por uma bela e sorridente cabo-verdiana de Santiago. No topo da mesa, os decanos da família presente, aparentam felicidade pelo momento, deixando no passado, as agruras, amarguras e revoltas da diáspora…

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Tédio

Sòzinho em casa, eu escrevo sòzinho, como aprendi em alguma escola primária dos primórdios, com uma professora que usava chapéus e vestidos feito realeza e me dizia que tinha de ter acento grave, que outros dizem “crase”, para que se pronuncie com o “o” aberto. Sòzinho em casa, dizia, parei de repente de gastar estupidamente meu tempo nos nauseabundos esgotos internéticos. Abri “au hasard” um livro de poemas de Mário de Sá-Carneiro, e leio que ele, não eu, nos idos de 1916, “Queria ser mulher para me poder estender/ao lado dos meus amigos, nas banquettes dos cafés”. Em outra quadra, ele repete que “Queria ser mulher, para ter muitos amantes/E enganá-los a todos – mesmo ao predilecto/Como gostaria de enganar o meu amante loiro, o mais esbelto/Com um rapaz gordo e feio, de modos extravagantes…” Com o perdão de quem tomar um tempo lendo estas linhas, se Mário tivesse sido mulher, que puta ela teria sido!…

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Memórias

Impossível olvidar o passado vivido. Mesmo confrontado com pessoas que recusam retornar no túnel do tempo, martelando a tecla de que o passado não constrói, o que até tem sua lógica, mas as memórias são guardadas como se fossem fotos, em indeléveis álbuns, que sempre desfolhamos até que a morte sobrevenha e os destrua.

E vejam como a morte é mesmo implacável, que acaba de levar, sorrateiramente, o Fausto (Bordalo Dias), amigo-artista do círculo de amigos da música jovem em plenos anos 60, dos Beatles, Rolling Stones e também de metralhadoras cacarejando, porque a guerra era também a nossa realidade a par com a música. De tantos músicos da época no Huambo, Angola, raros foram os que lograram sobreviver dos proventos obtidos nos palcos da vida. Fausto foi um deles. Seu sucesso de musico, cantor e compositor elevou-o à fama nos melhores palcos e no disco, por décadas…

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