
Suponho que todos nós, de uma ou outra forma, poderemos ser assolados por recordações, boas ou más, de momentos da vida trazidos de volta ao pensamento, propelidos por uma composição musical. Não raramente, uma simples canção leva-me irresistivelmente a um lugar que adoraria rever. Como exemplo, se por acaso eu escuto qualquer das faixas de uma gravação ao vivo da Cristina Branco do ano de 2006, imediatamente me encontro caminhando ao longo das margens geladas do Rio Aura, e posso projetar na minha mente cada curva do rio, cada detalhe, os grandes veleiros que são minha paixão e parte integrante do cenário, como o belíssimo “Sigyn” e o Suomen Joutsen. Voltar à Finlândia, afinal, é muito menos realizável, que sonhar acordado enquanto meus ouvidos captam trechos da gravação que agora a Nina está escutando…
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