Voltei ao Marcel Proust e iniciei novo livro, mas não digo qual, envergonhado de tão baixo progresso nas minhas leituras. Repetir que falta vontade, interesse e tesão é uma repetitiva ridicularia pessoal. Basta constatar a minha ausência dos blogs. Quando apareço no feicebúque é para lamentar a morte de algum músico, ou cantor, ou artista da minha predileção. Falar da sanguinária barbárie que grassa pelo mundo ou de quão infinita é a estupidez do terráqueo que se diz “ativista” de tudo e de nada, expondo-se até mesmo a tomar umas porradas dos irados cidadãos impedidos de ir e vir nas suas atividades de trabalho e sobrevivência, não chegaria a definir-me neste momento. Não hesito a classificar minha presente alma como uma bem superficial e desinteressante. Mas não prometo nada de nada, porque a respostas que obtenho do meu corpo decaem a olhos visto: Ontem, mais uma vez, estive presente num estúdio ao ensaio de um grupo musical – rock´n´roll, heavy metal, estridência de guitarras, grave marcação de contrabaixo, batera contundente, vocalista mulher, que penso ser mulher, ou não será, sabe-se lá…
Acedi a fazer várias fotos do grupo no lobby do estúdio. Para melhor realizar o enquadramento, ajoelhei, mas, no que eu tentei desajoelhar, só consegui fazê-lo ajudado pelos jovens; meus músculos e ossos negaram-se sequer a suportar meu corpo, quanto mais levantar-me do chão por mim próprio!
