
Calor intenso a meio do intenso momento das nossas vidas. Como escreveu e cantou Manzanero, aprendemos que “las semanas tienen más de siete dias”, longas como se apresentam, curtas como resultam. El Niño faz o seu papel, esculhambando as meteo, virando de vez a cabeça dos catastrofistas que sonham com impossíveis emissões zero.
Mas eu quero mesmo é falar num vinho preparado e fermentado a partir de uvas das castas touriga nacional, alicante, aragonês, petit verdot dentre outras, granjeadas nas terras do baixo Alentejo, parcialmente pisadas, dizem, em lagares de mármore e seu néctar estagiado em meias pipas de carvalho. Sendo o mármore calcário puro, qual será o efeito? Talvez no Ph, ou talvez seja apenas um apelo. Mas, o resultado que agora degusto, é um extraordinário vinho tinto de cor e claridade quase erótico, de sabor indescritível, de descida ao mesmo tempo suave e agressiva nos seus 14% do volume, com o rótulo “Marquês de Borba” colheita 2020! Beba-se, então, mesmo que sem companhia, já que a Nina nada tem a ver com Baco…
Deixe sua opinião