
Entre os idos de 1998/99, tomei, em Galveston, Texas, parte ativa na conversão de uma unidade semi-submersível, originalmente construída para apoio de “mergulho profundo”, em uma plataforma de perfuração e completação. A unidade, cujo nome original era “Stadive”, por suas características de posicionamento dinâmico, foi posta à venda porque a era do perigoso mergulho saturado com humanos a profundidades de até 300 metros, entrava em franco declínio com o desenvolvimento dos ROV (Remote Operated Vehicles) e sua perfeita aplicação e vulgarização nas lides dos campos petrolíferos offshore em profundidades crescentes, que em curtos anos chegaria aos 3000 metros.
Por esse tempo, adquiri essa fita VHS na foto, que assisti vezes sem conta a bordo, impressionadíssimo com a verdadeira epopeia que o dr. Robert Ballard e sua equipe viveram para descobrir, estudar, explorar e produzir fotografia e vídeo do enorme campo de destroços do Titanic, tal como repousa a cerca de 4000 metros! Isso incluiu inúmeros mergulhos em submersíveis autónomos, tripulados, que continuaram sendo usados e desenvolvidos para assegurar todos os aspetos de segurança naquele ambiente de extremos. Considerando a qualidade da engenharia aplicada nesses veículos, posteriormente incrementada pela turma de James Cameron para a produção do filme, o “Titan” era mesmo irresponsavelmente frágil. Mesmo assim, à pergunta da Nina, eu resolutamente respondi: Adoraria descer aos destroços, sim! Mesmo com o absurdo risco que tal aventura envolve. Mas, é claro, numa máquina todinha de aço e titânio, como nos velhos tempos de Ballard e Cameron…
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